23 junho 2010

amor que me emudeceu

As palavras que tanto queria dizer a você
ficam presas em meu coração
flutuando por minha mente
me prendendo a uma mudez que eu não queria

E eu grito meus segredos em pensamento
e rezo, mentalmente,
para que você escute
e que saiba que é você
quem faz as rimas em forma de mão
que me arranca o sono e me faz pensar
em como seria bom se eu rimasse uma bela poesia
que eu traduzisse o amor que corre em tuas veias
em um beijo
e que de amor fôssemos criados e (re)criados
com o nascer da aurora.

(Erica Ferro)

* * *

Sim, é um post de Erica Ferro. Não, não morri; quem disse isso mentiu feio pra você.
Os posts estão sendo semanais, é isso? Vixe, não gosto disso; mas tudo bem, isso é o de menos.
A situação no nordeste está realmente séria; as chuvas castigaram bastante Alagoas e Pernambuco. Moro em Maceió, na capital de Alagoas; a minha cidade não foi tão afetada, tão destruída como muitos municípios aqui do estado. Muita gente desabrigada, muita gente desaparecida, números significativos de mortes confirmadas; enfim, uma tristeza que se assolou sobre o nordeste. Há campanhas que estão circulando pela Internet, que é justamente o SOS ALAGOAS e SOS PERNAMBUCO. Pelo o que eu entendi, dá para ajudar, também, por aqui, pela internet. Então, se você puder ajudar, da maneira que você puder, como você puder, saiba que estará minimizando, pelo menos momentaneamente, a agonia de várias pessoas.
Desde já, fica o meu muito obrigada e o meu abraço a vocês.

16 junho 2010

O que VOCÊ tem a dizer?

O que você tem a dizer?
Pois me nego a, mais uma vez, ouvir
as suas mentiras, a parte falsa
que você permite que more em você.
O que você tem realmente a dizer?
Por que fala, fala, e nada professa de sincero,
que mude algo, que mude tudo,
que te faça acreditar de novo em si mesmo,
que me faça acreditar que não me enganei
sobre ter algo nobre escondido em você
?
O que você tem a dizer?
Diga, mas diga o que você tem a dizer,
não o que lhe mandaram falar,
ou o que todo mundo queria ouvir.
Eu quero ouvir você,
porque eu sei que você tem muito
a dizer.

Olha, eu sei que você está perdido em si,
correndo pelas ruas, fugindo de si mesmo.
Sei que mente porque
as suas verdades são mais tristes
do que palhaços sem sorrisos.

Eu peço que você pegue essas mentiras
que eles ensinaram e cuspa-as no esgosto
mais próximo.
E diga-me o que se passa aí dentro.
Olhando em meus olhos diga o que
você pensa, em quem acredita
e o que quer daqui pra frente.
Eu estarei ao seu lado,
e eu deixarei que repouse o quanto quiser
em meu abraço.


(Erica Ferro)

* * *

Pessoal! Tudo bem com vocês?
Bom, eu tô legal, em clima de copa do mundo; torcendo muito pelo Brasil e esperando sempre mais, lógico. E vocês? Estão acompanhando os jogos? O que estão achando?
[...]
Fico por aqui, certo?
Um abraço da @ericona.
Até logo!

11 junho 2010

Amar, simplesmente...

Peguei suas rimas que ecoavam dentro da minha cabeça e as joguei no primeiro lixeiro que encontrei - elas não me arrancam suspiros mais. Peguei o CD com as diversas canções que você gravou em homenagem a alguém que você amou ou ainda vai amar, com exceção de mim, claro; pois não sou pessoa "amável" na sua concepção, risquei com uma faca amolada e depois joguei janela afora - sua voz não me arrepia mais. Deletei suas fotos do meu computador, rasguei tantas outras que tinha guardada na gaveta do criado-mudo, que tanto falava, que tanto gritava, que tanto pedia para que eu te tirasse dali e amasse você com os olhos, com a imaginação, com a loucura de uma paixão quente e imensa - agora tuas fotos fazem parte de um passado bom e ruim ao mesmo tempo, porque foi uma coisa unilateral, sem retorno, sofrido. E, hoje, eu faço tudo isso sem muito peso no coração, sem choro, porque eu cansei, cansei dessa imensidão tão minha, que eu queria tanto dividir com você; esse amor enorme que pedia compartilhamento, que pedia um ombro, um beijo, um abraço, um ser que o acolhesse dentro do peito e que o fizesse viver por longos dias.
Só que a vida é isso mesmo, é essa coisa tão desencontrada, tão desvairada, mas bonita em sua essência e em seu mistério. Não posso me lamentar por amores que não foram. Não posso praguejar contra casais de namorados, dizer que o amor que eles sentem um pelo o outro é menos verdadeiro, menos intenso e menos digno do que os meus amores. Não posso querer que a vida seja sempre boa, sempre harmoniosa, porque de fato eu não saberia valorizá-la como eu valorizo se não vivenciasse esses momentos ácidos, doces, loucos e necessários. E, por fim, não posso jamais perder a fé em um amor recíproco, em um amor bonito, meio cinematográfico, meio bobinho, fofinho e tudo "inho" que existir; bem típico de casais apaixonados, bobamente apaixonados, claro, mas não importa. O que vale nessa vida mesmo é amar, amar a si próprio, amar a vida, amar os desafios dessa mesma vida. Amar, simplesmente...

(Erica Ferro)

* * *

Ei, as minhas atualizações estão cada vez menos frequentes, né?
Ohn, não gosto desse meu silêncio. Preciso escrever mais, postar mais. Falar mais!
A fase amarga passou; acho que voltei a gostar de coisas românticas (na dose certa, é claro; sem muuuuito açúcar) e até escrevi algo sobre amor. Não com muito nexo, muito bem escrito porque, enfim, eu não sei escrever direito, mas faz parte de mim essa vontade de escrever, de tentar expressar os meus pensamentos e sentimentos. Isso é o que vale, pois é um exercício despretensioso, gostoso.
Amanhã é sábado e é dia de Divã cor-de-rosa. Leiam a @ericona lá, certo?
Um abraço!


04 junho 2010

Lá fora, o céu é uma só goteira

Chove lá fora
Chove muito
Cá dentro, faz frio
Meu corpo treme
E há uma goteira no meu quarto
Outra goteira na sala
Outra na cozinha

Baldes, preciso de baldes
As goteiras pingam, agora, nos baldes
Me enrolo
O frio se cala

Chove lá fora
Águas caem do céu
Vários corpos tremem
Olhos choram
Lágrimas e chuva se misturam
Lá fora, o céu é uma só goteira

(Erica Ferro)

* * *
Povo blogueiro, como estão?
Eis-me aqui, depois de trocentos anos sem aparecer, ou quase isso.
Retribuí as visitas que me fizeram no último post, mas ainda não retomei a leitura de todos os blogs que eu sigo. E nem sei quando retomo, mas o bom é que eu estou por aqui, que eu postei finalmente (a inspiração veio louca, numa dia chuvoso, reflexivo e o resto fica com vocês; espero que peguem a ideia desse pseudo-poema), e, claro, que não me afastei totalmente daqui.
Vocês sabem o carinho que tenho por cada um de vocês, não sabem? Então!
Olha, amanhã eu estarei no Divã cor-de-rosa. Me leiam por lá, combinado?
Aquele abraço!