29 agosto 2010

Sonho. E isso é tudo.

Eu sou um sonhador.
Eu vivo deitado em nuvens azuis com cheiro de chocolate.
Eu vivo sonhando que sou astronauta, pirata ou qualquer outra coisa legal assim.
Dizem que eu sou mesmo é pirado.
Não acredito, não. Não acredito no que as pessoas dizem de mim. E não dou a mínima também.
Eu acredito mais nos meus sonhos. Eu acredito mesmo.
As pessoas riem de mim e eu fico sem entender a razão de tanta graça. Ora, mais engraçados e coloridos são os meus sonhos! E neles, sim, eu vejo motivo de alegria, de risos infinitos. E eu estou sorrindo agora, porque sonhos são mesmo motivos de riso e júbilo para mim.
Eu sonho muito. E falo muito também. Falo muito e também sou meio repetitivo. As pessoas dizem que eu sou repetitivo, mas, como disse, não é porque as pessoas dizem, é porque eu realmente vejo que repito bastante. Dessa vez, ao invés de falar, eu estou escrevendo. Assim, é mais fácil observar que eu repito bastante as ideias. Mas eu não vejo problema nisso também. Não sou escritor. Aliás, eu nem sei porque eu estou escrevendo isso. Ah! Esqueci de dizer: eu sou bem esquecido. Tomo remédio, um que eu esqueci o nome, enfim... Acho que não funciona, senão eu lembraria do bendito nome dele!
Eu sonho porque nele ninguém cospe na cara e me diz coisas feias, do tipo "você é um babaca!", "por que não olha por onde anda e deixa de arrebentar tudo o que te cerca?", "saia do mundo da lua, imbecil!". Nos meus sonhos eu sou rei, eu sou feliz e eu tenho amigos que enxergam dentro de mim, enxergam o que eu verdadeiramente sou.
Eu sonho porque a realidade tem braços espinhosos e olhos maus.
Eu sonho porque não vejo razão de sair de uma cama quentinha e abandonar sonhos carinhosos para me chocar com o frio e com a indiferença dessa vida.
Meu nome é Sonhador Eterno. Eu não tenho idade. Eu não tenho nada. Eu só sonho. E isso é tudo.

(Erica Ferro)

* * *

Legal, voltei a inventar estórias.
Gostei, gostei!
Obrigada pelas visitas, pelo carinho e por seguirem esse blog tão sacudido e, por vezes, louco.
Um abraço da @ericona.


26 agosto 2010

O que não se pode chamar de amor

- Wander, eu preciso te contar uma coisa, uma coisa que venho ensaiando há muito tempo. Aliás, não seria bem ensaiando. Ou seria? Não sei. - Paula tropeçava nas próprias palavras, era o nervosismo personificado. - Quero dizer, eu passei todo esse tempo criando coragem pra dizer isso que hoje resolvi dizer. Escute, Wander, escute bem... A verdade é que de uns tempos pra cá você se tornou a minha vida, a minha razão de existir. Não tem mais sentido viver sem você. Eu queria tanto que você correspondesse a isso, que me amasse como eu o amo, que me quisesse incondicionalmente como eu o quero.
- Paula, isso não é amor. Amor não é se anular em função de outro. É bobagem gostar mais de alguém do que de si mesmo. É loucura, entende? Não pode se importar-se com alguém mais do que consigo mesma. Olha, eu lamento dizer, mas você não me ama. Eu não sei definir o que você sente por mim, mas isso, definitivamente, não é amor. Amor não é isso. Amar é se sentir completo com o ser amado, não anulação, não submissão aos desejos do outro, aos sonhos do outro. Você tem vida, a sua vida, os seus sonhos, os seus medos. Você não pode matar-se para viver a vida de outro alguém. Isso não é possível. Eu não te amo, Paula. Desculpe ser tão franco, até mesmo cruel. Mas eu não te amo e nem sinto esse sentimento tão louco que você sente por mim. Na verdade, eu gosto de você, como pessoa, como ser humano que eu sei que você um dia foi, determinado e com vida própria, amando mais a si mesmo do que a qualquer outra pessoa. E eu gosto de você pelo o que você pode ser. Essa paixão desesperada que você sente por mim um dia vai passar. Eu sei que vai. Aquela coisa de que "tudo passa" é verdade, Paula. Creia nisso.

Paula escutou a tudo calada, abismada, petrificada, mortificada pela raiva. Apenas proferiu as seguintes palavras:

- Eu te odeio, Wander!

E saiu correndo, em prantos, odiando as verdades, odiando o amor, odiando a tudo.

(Erica Ferro)

* * *

"Pare e escreva, Erica. Pare, que as letras saem naturalmente. É só parar e escrever. Só!" - é o que me digo sempre.
[...]
Um abraço!


24 agosto 2010

Afogada

Meus passos, antes largos, hoje são pequeninos, medrosos.
Minha voz, antes alta e confiante, hoje nada mais é do que um fiapo de voz, que mal se ouve, que mal escuto.
Meu coração, antes apaixonado, hoje não mais se emociona com canções de amor.
Hoje eu não sou.
Hoje eu sou prisioneira do meu próprio crime de querer comer a vida de uma vez só; e, fracamente, alimento a esperança de um dia voltar a ser.
Ser o que eu nunca soube ao certo, mas que eu era de modo simples, descomplicado, e que hoje eu não consigo enxergar, relembrar, reproduzir.
Eu me perdi quando eu tentava me desvendar e descobrir o que me cercava.
Eu queria tocar a essência das coisas, mergulhei tão fundo, tão fundo, mas jamais consegui ver o que eu queria ver, sentir o que eu queria sentir e entender o que eu queria entender.
Depois de mergulhar tão fundo, eu não consegui retornar a superfície. Vivo agoniada. Hoje não sinto nem o superficial e nem o que é chamado de intenso.
Não sei até quando posso suportar. Meu ar está acabado, tenho as faces arroxeadas. Será meu destino morrer afogada?

(Erica Ferro)

* * *

"Apareceu a Margarida... Olê, olê, olá...".
Não sei ao certo se as palavras me fogem ou se eu é que fujo delas.
Não sei, também, quando volto.
Desativei os comentários esses dias, mas agora eles foram reativados. Não posso "calar" os dedos de vocês.
Um abraço.
Até outro dia.


07 agosto 2010

Sobre ser louco

Mergulhei nessa loucura tão boa
Esqueci-me das dores causadas pela sanidade
Afoguei as ansiedades, as saudades
E toda a imbecilidade

Libertei a mim mesma
Abandonei os pesares
Sorri para o espelho
Conheci a liberdade

Sou louca por opção
Ou seria por predestinação?
Tanto faz...
De ser louca eu não abro mão!

A loucura não pesa
E não machuca
Perco a cabeça
Mas o coração não!

(Erica Ferro & Ana Seerig)

* * *

Povo blogueiro, qual é o resultado de duas pessoas desocupadas e loucas, que vagam pelo MSN? Começar a ter ideias incríveis, tais como essa de fazer um poema em dupla (risos). Mas, sério, gostei da brincadeira. Foi legal o desafio. E outra, descobri o lado poetisa da Ana Seerig. Sei, agora, que ela escreve poesias incríveis e as esconde debaixo da cama. Ah! Te peguei, Seerig!
(...)
Até outra hora, pessoas bonitas!