21 janeiro 2011

Não cura. Simplesmente não para.

O tempo não me curou de nada até hoje. E a culpa não é do tempo. Ele não é remédio, não foi feito para curar coisa alguma. Ele simplesmente é o tempo. O tempo que se alonga, que corre, que nos distrai, nos ocupa, nos entedia. O tempo, simplesmente.
Na verdade, o tempo pode ser um aliado quando nos determinarmos a superar, esquecer ou vencer algo. E é simples o motivo disso: nossa vida não pode ser parada. O cronômetro da vida não pode ser "pausado". A vida continua mesmo que aquele ente querido passe dessa para melhor (eu espero que seja melhor!), mesmo que o seu namorado (a) diga sem rodeios que não te ama mais e está completamente apaixonado (a) por sua melhor amiga (o), mesmo que você tenha sido um idiota e perdido um grande amigo, mesmo que você não tenha passado pela 5ª vez no vestibular, mesmo que você pela 1000ª vez descubra que o amor que sente não é correspondido. O tempo não para. Cazuza sabia bem disso (e que linda música é aquela que ele compôs, hein?). Enquanto você sangra, junta os cacos do seu corpo frágil, massacrado pela cruel vida, que tanto insiste em te ver na lama, comendo o pão que o diabo amassou, cuspiu e te deu, a vida continua. E você tem que continuar vivendo, comendo, trabalhando, estudando, fazendo o que quer que seja que você esteja acostumado (ou obrigado) a fazer. O tempo não cura, eu afirmei logo de início, mas, por causa desse passar ininterrupto das horas, é que você vai perceber que o sangue um dia estanca, a ferida cicatriza, a dor para de doer, o sentimento de desalento vai dar lugar a uma calma esperança. Porque da mesma maneira que o tempo não para, nada dura pra sempre. Quando a solução do problema depende da gente, é preciso encarar e vencer o que é preciso ser vencido. Quando a resolução da questão complexa independe de nossas ações, o que temos a fazer é esperar (olha o tempo sendo nosso amigo aí!) e pagar pra ver no que é que as coisas vão dar.
Enfim, o que vai definir o desenrolar e o fim das coisas é a nossa reação diante da ação da vida.

(Erica Ferro)

*Pauta para a 121ª semana do Blorkutando.

* * *
Depois de mil anos, eis que eu volto a escrever para o Blorkutando. Deveria ter escrito algo melhor, com mais sentido, mas definitivamente eu não consigo. Eu sou assim mesmo: toda errada, desconexa, complicada e etc. Eu sei, o texto ficou confuso, mal escrito e com ideias vagas e pouco entendíveis. Mas eu queria participar, meus amigos. Esse negócio de "O tempo cura tudo" dá uma boa discussão, não dá não?
Nos comentários digam-me o que acham da questão. Cura ou não cura? Qual é a função do tempo, afinal?

Um abraço e até a próxima!


13 janeiro 2011

Não queria muito, não

Não queria muito, não. Só queria que você me esquentasse em seus braços nos dias frios. Que me perguntasse como foi o meu dia. Que quando eu chorasse, você dissesse coisas bobas que certamente me fariam rir e esquecer por umas horas o que estava me angustiando.
Não queria muito, não. Só queria que você notasse que eu não tiro os olhos de você enquanto você passa por mim com esse jeito imponente, de quem é tão seguro de si. Aliás, me dá um pouco dessa segurança? Como é que você faz pra ser assim tão confiante? Onde você conseguiu essa calma de viver? Me diz, vai. Preciso tanto ter fé em mim, de tranquilidade pra seguir por essa estrada tortuosa que é a vida.
Não queria muito, não. Só queria que você percebesse o quanto eu necessito de você e se fizesse presente na minha vida sem que eu precisasse pedir, chamar, gritar. Será que é possível? Peço demais?
Não queria muito, não. Só queria que você me deixasse amá-lo e se permitesse me amar, não do mesmo modo como eu o amo ou com a mesma intensidade. Queria que me amasse bem do seu jeito. Mas isso, sim, é querer muito. Não se pede amor. Não se pede pra ser amada. Não é assim que funciona. O amor acontece da maneira mais improvável e ilógica possível, sem aviso prévio, sem uma receita que diga como amar. Ele apenas acontece e a gente ama. Ama. Apenas. E é assim, sem razão e sem remédio que eu te amo. E em sonhos você também me ama. Apenas em sonhos. Ao menos em sonhos.

(Erica Ferro)

* * *

Olá, povo! Não, eu não morri. Continuo viva (óbvio, porque morto não atualiza blog, Erica!).
E depois de anos, resolvi escrever, me permiti escrever.
Ah! Como as pessoas passam praticamente todo o mês de Janeiro desejando Feliz Ano-Novo uns aos outros, acho que posso desejar Feliz Ano-Novo a vocês também, certo? Mas esse negócio de desejar Feliz Ano-Novo e simplesmente acordar com um humor do cão todas as manhãs e sequer desejar Bom dia às pessoas (não é o meu caso; não sempre) não cola muito não, né?
Enfim, é por isso que eu desejo um Feliz 2000esempre pra vocês.
Um abraço.
Até mais!