27 junho 2011

Acordei com medo de morrer

Sim, hoje acordei com o coração apertado, tão dolorido; toda trêmula, quase chorando, morrendo... Morrendo de medo de morrer! Por quê? Pesadelos. Não sou uma pessoa que tem pesadelos constantes, mas quando os tenho, sai de baixo. Já tive cada um que não foi brincadeira. Por exemplo: já tive o infeliz pesadelo de ter sido sequestrada e cortada em pedacinhos. Minha gente, eu acordei totalmente desesperada! E eu era só uma criança na época, imaginem.
Nessa madrugada, os pesadelos resolveram atacar (e com força!) a blogueira que vos fala. Tive vários pesadelos e em todos eles pessoas tentavam me matar. Sabe-se lá porquê! Povo louco! Enfim... Não lembro com exatidão de todos os detalhes desses vários pesadelos da madrugada anterior. Só sei que tentaram me matar na base da pedrada! Sim, uns meninos, que eu nunca vi na vida, resolveram me matar à pedrada. Mas, gente do céu, não eram pedras... Eram verdadeiros e gigantescos e mortais paralelepípedos! Sorte que nenhum conseguiu me atingir. Porém, sentia as pedras, ou os assustadores paralelepípedos, passarem rente a minha face, inclusive "cuspindo" areia nos meus olhos e boca. Angustiante, angustiante!
No outro pesadelo (sim, da mesma madrugada!), um carro, numa desvairada velocidade, me perseguia; não sei se dirigido por um homem ou uma mulher, só sei que tentava a todo custo me atropelar. Desesperador, meus caros, desesperador! Mas, por milagre, me safava de mais essa! Sou demais até em sonho! Certo, não sou demais. Foi horrível.
E bem, o último não foi bem alguém tentando me matar, mas de qualquer modo eu acabaria morrendo. Estava eu num Campus de alguma universidade, andando sobre uma rampa super alta, sem poder me segurar em nada, já que os corrimãos eram baixinhos e tal; ficava praticamente "solta nas alturas". E ventava loucamente, ventava muito mesmo. Eu praticamente voei de lá de cima. Eu ia morrer! Sério, meu medo de altura se confirmou nesse pesadelo. Sim, eu tenho um medo desgraçado de altura. Não sei como poderei superá-lo. Aliás, nem sei se quero. Deixa assim, vai.
Mas é sério! Por que a gente sonha essas coisas apavorantes, hein? Por que, meus queridos? Sei lá, a minha mente imaginativa acredita que seja mais como um tipo de alerta, de sei lá quem, um chamamento para a vida, sabe?
É quase certo que nós adiamos tantas coisas por acreditarmos que teremos todo o tempo do mundo para realizá-las. Se a morte nos ameaçasse constantemente, talvez tivéssemos uma outra visão da vida. Talvez tivéssemos uma sede e pressa maior de viver. Porque é claro que eu não sei quanto tempo eu terei de vida, por isso mesmo que eu preciso viver o máximo que eu posso enquanto eu posso. Esses sonhos, por mais horríveis que sejam, me dão uma certa vontade de sair por aí vivendo veementemente, aproveitando cada segundo como se fosse o derradeiro.
Sim, é verdade que acordei às 04:00 com o coração quase saindo pela boca, tremendo muito, com um aterrador medo de morrer e que só consegui voltar a dormir às 06:00. Acordei exausta, morrendo de sono, ainda chocada com os pesadelos, mas mesmo assim decidi levantar e viver, fazer o que eu sempre fiz. Com um certo receio, confesso, mas levantei e atendi ao chamado da vida. Ao longo do dia, nem lembrei mais dos pesadelos. O dia foi tão legal, mas tão legal, que seria besteira deixar o medo tomar conta de mim.
Concluo que, se existir o medo da morte, que tal medo seja transformado em vontade de viver, vontade de aproveitar o máximo de tempo que se tenha.
Suspeito que morrer seja fácil, e até sem graça. Difícil, mas ao mesmo tempo delicioso, é viver.
Vivamos!

(Erica Ferro)

25 junho 2011

Das histórias revoltantes

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodôvar,
cores de Frida Kahlo, cores...
(Esquadros - Los Hermanos)


Quando não me encontro mergulhada em meus próprios pensamentos e devaneios, ando atenta ao que acontece ao meu redor. E olha, tem um bocado de histórias na minha caixinha de recordações, de hilárias a inacreditáveis, de loucas a impossíveis, de engraçadas a revoltantes.
A história que contarei está no compartimento das histórias revoltantes.
Estava num determinado lugar, lendo, quando escuto a seguinte conversa:
- Cara, tu tá indo muito devagar com fulana, sabia? Deixei vocês sozinhos (em tal canto) e tu nem beijou ela, não fez nada. Sim, ela me disse. Ó, a gente é acostumada a ficar até com homens mais velhos, que "marcam mais em cima", que chegam chegando mesmo, sabe? - diz uma "coisinha" muito da exibida e metida.
- Er... Não quis beijá-la ali, não era o lugar certo. Poderia chamar atenção, alguém poderia reclamar... - responde o rapaz, todo tímido e sem jeito.

* * *

E o rapaz tinha razão. O local não era mesmo propício para beijos e amassos, creiam. E sim, havia a possibilidade de reclamações.
Não posso esclarecer muito do caso, porque sabe-se lá quem pode ler isso aqui, não é? Até porque o foco dessa postagem não é exatamente a conversa, o cenário que a mesma se passou ou os personagens dela.
Na verdade eu quero focar na seguinte questão: "Por que as pessoas vivem tentando mudar as outras?"
Não se satisfazem com o seu jeito de pensar e de ser. E, meu Deus, por que existem pessoas que mudam só pra agradar as outras, sem ao menos criticar o porquê de estarem mudando? Por quê?
Eu senti uma imensa vontade de dizer: "Cara, aja do modo que quiser. Se você gosta de ser assim, mais quietinho e paciente, continue assim. Não mude porque uma devassa acha que você é "mole", sem iniciativa. E você é muito fofinho, sabia? Me passa o número do seu telefone, ou e-mail, ou qualquer coisa assim."
Certo, não falaria as duas últimas orações, foi só pra descontrair. Mas é sério, tenho uma raiva enorme de quem dita regras, de quem tenta impor a sua vontade a qualquer custo. E tenho uma profunda pena de quem cede à pressões desse gênero. Eu nunca... ops, nunca é uma palavrinha forte, não é? Tudo bem... Eu não cederia a esse tipo de pressão. Se eu fosse o cara da história, diria: "minha amiga, se tu não gosta de mim assim, com esse jeito pacato e tímido, ó: procura outro."
É, povo, às vezes fico me segurando pra não me meter na conversa alheia. Há coisas que a gente ouve que, sinceramente, não dá pra fingir que não ouviu, entende?
Me digam, vocês já passaram por coisa semelhante? Já sentiram um desejo quase que incontrolável de meter o bedelho no papo alheio? Ou não controlaram o desejo e acabaram se metendo na conversa dos outros? Como foi? Me contem tudo! Quem sabe a experiência de vocês me motive a comprar briga dos outros numa próxima vez.

(Erica Ferro)

16 junho 2011

Voltei para sacudir palavras

Ah, quer saber? Eu não sou escritora e não tenho a mínima pretensão de ser. Mas, poxa vida, eu gosto de escrever nesse blog! Eu gosto de inventar estórias, de contar as minhas próprias histórias... Enfim, sempre gostei de brincar com as palavras, porque, no fim das contas, elas tomam a forma que querem, ou seja, elas que brincam comigo. Acabo sendo eu o instrumento. Adoro isso!
Confesso que nunca me importei em postar textos perfeitos. Digo, perfeitos ao leitor, com o mínimo de erros possíveis etc. Durante todo esse tempo de blog, só me importei com uma coisa: a sinceridade. Fui sincera ao mostrar os meus sentimentos. Fui verdadeira ao expor minhas fantasias e desejos. Fui franca ao revelar minha alma e imaginação. Essa sou eu, assim mesmo... desajeitada e complicada.
Decidi que voltarei a escrever meus textos devaneados, apaixonados, ideológicos, filosóficos e até mesmo aqueles pseudos poemas. Danem-se os poetas e suas rimas ricas e perfeitas. Admiro-os, mas abomino a empáfia e o pedantismo de uns. Nunca privei ninguém de nada, não faz sentido me privar de ser o que eu quero ser, fazer o que eu quero fazer e, no caso, escrever o que eu quero escrever. O Sacudindo Palavras é o meu espaço, ou seja, faço dele o que bem quiser, arrumo a casa como bem me agradar. E é isso, abri as janelas, coloquei flores pela casa, vesti a minha roupa mais bonita e voltei. Voltei para sacudir palavras.

(Erica Ferro)

* * *

Bem, não sei quando poderei retribuir as visitas do último post; a minha vida tá bem corrida. Tô fazendo cursinho, estudando loucamente pro ENEM. Quero cursar Biblioteconomia, então é preciso abdicar de certas coisas e estudar com seriedade.
Mas, assim que sobrar um tempinho, visitarei vocês.
Um abraço da @ericona.