30 outubro 2011

A sua ausência

Hoje é domingo, dia 30/10, penúltimo dia do mês e eu estou aqui, em frente ao computador, tentando lembrar detalhadamente do timbre da sua voz, da cor dos seus olhos e do porquê acho tão contagiante a sua risada. Eu sinto tanta falta de você, tanta, tanta, tanta, mas tanta que chega a doer, sabia? Dói nesse músculo pulsante chamado coração que não sei quem inventou que é onde se guarda quem a gente ama. Eu falei "ama"? Não, eu não sei se eu te amo. Amar é uma verbo forte, sentimento tão profundo, entende? Mas eu gosto de você de uma maneira sincera. Eu gosto muito mesmo de você. Tipo, gosto tanto que o meu desejo era de te ver todos os dias. Não sei explicar, mas quando você sorri, sinto uma coisa estranha na barriga. Não estranha de ruim. Estranha de diferente, de boa. Alguns denominam de borboletas no estômago, claro sintoma de quem está apaixonado (a). Eu não sei se eu estou apaixonada por você. É, não sei de muitas coisas, meu rapaz. Porém, de algo tenho plena convicção: o seu abraço é o mais aconchegante de todos os abraços que já experimentei.
Cadê você, então? Por que não me escreve, não me liga, não me procura? Será que sente saudades de mim também? Não do tipo saudade-esmagadora, essa que eu sinto por você, mas do tipo saudade-pequena-mas-pura-e-não-menos-importante. Será?
Parece uma súplica, talvez seja, talvez seja mesmo, mesmo, mesmo. Mas, por favor, não demore a dar notícias, a me procurar, a dizer qualquer coisa assim sobre você, sobre os seus dias. Mande um cartão-postal, flores, bombons ou um sinal de fogo. Qualquer coisa assim que eu possa saber onde você está e ir correndo ao seu encontro.

Erica Ferro

* * *

Eh bien, caros amigos, ontem eu estava no Gurias Arretadas.
O post de ontem foi sobre música, mais precisamente sobre reggae.
Ficou curioso (a)? Clique aqui para ler.
Um abraço da @ericona, a desvairada.
Hasta!

26 outubro 2011

Está feito!



E chegou. E não, não foi tão complicado assim, muito menos monstruoso. O Exame Nacional do Ensino Médio foi relativamente fácil, mas extremamente cansativo, como sempre é. Confesso que a uns dois dias da prova, eu estava ansiosíssima, agitadíssima, temerosíssima, quase entrando em um colapso nervoso. Mas, curiosamente, já na véspera do primeiro dia de prova, uma paz bonita e reconfortante invadiu o meu coração e a minha alma de uma forma tão inteira, que não houve mais espaço para medo ou nervosismo. Então relaxei, consegui me focar, me concentrar. Eu estava em paz comigo mesma. Mas é claro, a gente sempre fica com a impressão de que poderia ter estudado mais, se dedicado mais, porém de nada adiantaria se lamentar em relação a isso às vésperas das provas. O que tinha de ser feito, já tinha sido feito. E se não tinha sido feito, não resolvia coisa alguma chorar tardiamente o leite derramado.

Então, na manhã de sábado, me arrumei, conferi se tinha pegado todos os meus documentos (fiz isso umas dez vezes... *risos*) e parti ao encontro de uma amiga, que também faria a prova no mesmo local que eu. Fomos juntas. O trajeto até a prova foi bastante divertido. Rimos um bocado. Aliás, duas bestas juntas só pode resultar em inúmeras risadas.
Saí dos dois dias de prova com a sensação de "Puxa, acho que eu não fui tão bem quanto poderia...", principalmente no segundo dia. Quem lê as minhas facebookadas, sabe do que eu estou falando. É horrível quando você fica numa sala onde duas fiscais acham de ficar conversando a tarde inteira. Sério, aquela conversinha paralela me desconcertou totalmente, principalmente na hora de fazer a redação. Sim, eu reclamei da conversa, só que um pouco tarde demais.
Saí da prova, no domingo, irada, quase chorando de tanta raiva, tristeza e desolação, porque, puxa vida, eu planejava espancar na redação, tirar uma nota realmente alta, para compensar o desastre que eu seria nas matérias exatas. Mas não sei, suspeito que a minha redação tenha ficado um lixo e eu tirarei uma nota bem menor do que a do ano passado. É, ainda estou inconformada comigo mesma em relação às fiscais. Eu deveria ter reclamado sobre o papinho idiota delas desde o começo, desde o primeiro dia de prova. Mas okay, vivendo e aprendendo. Nunca mais me prejudico por causa de fiscais. Nunca mais!
Estou sentindo uma saudade enorme do cursinho, dos professores, dos amigos que fiz lá... Ah, como essa fase foi gostosa! Vou guardá-la com todo carinho do lado esquerdo do peito e na minha memória.
Ai, agora é esperar o resultado. Estou esperançosa, amigos. Acho que conseguirei entrar para o curso de Biblioteconomia no ano que vem. Continuem torcendo por mim.
Obrigada pela força, pelo carinho e por acreditarem em mim.

Um abraço carinhoso,

Erica Ferro