29 março 2012

Resenha: A Ira dos Anjos - Sidney Sheldon




Autor: Sidney Sheldon
No original: Rage of angels
No Brasil: A Ira dos Anjos
Editora: Record
Edição: 2010
Nº. de páginas: 560
I.S.B.N.: 9788501094018
Onde comprar: Saraiva; Submarino
Sinopse: Jennifer Parker realiza seu sonho ao ingressar na equipe do Promotor Distrital de Manhattan, em Nova York. Sua carreira, no entanto, dura exatamente quatro horas - tempo que leva para cair em uma cilada, durante o primeiro julgamento do qual participa. Acusada de suborno, vê seus projetos irem por água abaixo: além do risco de ter a carteira de advogada cassada. Jennifer pode passar o resto de seus dias na cadeia. Assim começa a história de uma jovem bonita e inteligente e dos homens que influenciam sua vida, entre eles o íntegro Adam Warner, destinado a ser um líder de seu país, e Michael Moretti, um anjo das trevas que procura espalhar suas asas de terror sobre tudo e todos.


A Ira dos Anjos é o quinto livro publicado do fabuloso escritor e roteirista estadunidense Sidney Sheldon e foi publicado em 1980.
Preciso registrar aqui que sou uma grande fã de Sidney Sheldon desde quando li Quem tem medo de escuro?, que foi o primeiro livro que li dele. Depois de ler Quem tem medo de escuro?, pensei com os meus botões "Esse cara sabe como prender um leitor. Depois de começar a ler um livro de Sheldon, não dá pra deixar esse mesmo livro encostado num canto da casa. O desejo vai ser de ler o livro num só fôlego...".
Após um tempo, resolvi ir atrás de mais uns livros de Sidney Sheldon. Comprei Nada para sempre/Se houver amanhã, numa versão vira-vira, da editora BestBolso. Devorei os livros com a mesma voracidade que devorei Quem tem medo de escuro?. Não preciso dizer que adorei esses dois também, certo?
E então, ano passado, no finzinho de novembro, resolvi comprar mais dois do Sheldon, que foram justamente A Ira dos Anjos e O Reverso da Medalha. Por indicação de uma amiga, Jessica Aguiar, decidi ler primeiro A Ira dos Anjos.

Vamos, então, à quase resenha:

A Ira dos Anjos começa com o julgamento de Michael Moretti, genro de Antonio Granelli, então chefe da maior das cinco famílias da máfia da Costa Leste americana. Segundo os boatos, Michael estava sendo preparado para ser o sucessor de Granelli. Mas Robert Di Silva, promotor distrital de Manhattan, não iria permitir. Há muito que Di Silva estava no encalço de Michael Moretti, tentando reunir provas que o incriminassem, e Camillo Stela, um dos soldati de Moretti, ajudou-o a "capturá-lo". Stela tinha sido preso em flagrante ao cometer um assassinato durante um roubo e, em troca da vida, concordou em revelar, em julgamento, todos os podres de Michael Moretti. Era tudo o que Di Silva queria! Seria a grande chance de se promover, de até mesmo conseguir ser eleito governador de Albany.
Nada poderia dar errado nesse julgamento, absolutamente nada. Di Silva organizou todo o caso meticulosamente, de maneira tal, que o advogado de Moretti não tivesse recursos para salvar-lhe a pele.
Quinto dia de julgamento, dia que Stela iria depor, dia também que Jennifer Parker, uma linda advogada de 24 anos, cheia de ideais e com uma enorme sede de justiça, começaria a trabalhar na equipe de Di Silva.
Camillo Stela, tremelicando, abre todo o jogo e deixa Moretti a um passo da cadeira elétrica. Mas, então, chega o intervalo para reinquirição, e foi nesse intervalo que Jennifer Parker cai numa cilada armada por Moretti, cilada essa que declara a nulidade do processo e decreta a derrota de Di Silva.
Jennifer, então, começa a ser investigada e corre o risco de ter a sua licença de advogada caçada. Adam Warner é o responsável pela investigação e, depois de conhecer a mulher forte e destemida que é Jennifer, acredita na sua integridade dela e a inocenta.
Jennifer pena um bocado para conseguir se reerguer na profissão. Graças a um emprego arranjado por Ken Bailey, de entregadora de intimações, é que Jennifer tem a oportunidade de mostrar eficiência novamente e, gradativamente, volta a exercer o direito e ganha respeito, tanto da mídia que a rechaçou por causa do incidente do julgamento de Moretti como as agências de advocacias que negaram-lhe emprego tempos atrás, solucionando brilhantemente casos como o de Abraham Wilson, Connie Garrett, Loretta Marshal e Helen Cooper.
Em meio a essa carreira bem-sucedida, Jennifer se envolve amorosamente com Adam Warner, futuro senador e com uma carreira política promissora. Desde que se viram pela primeira vez, sentiram algo diferente, havia uma conexão forte entre os dois. Eles estavam vivendo um lindo romance, Adam tencionava se divorciar de sua esposa Mary Beth, porém essa foi mais esperta e armou para Jennifer e Adam.
Graças a isso, Jennifer resolveu se afastar de Adam. Por anos, ela ignorou todas as tentativas de contato dele. Jennifer escondeu de Adam que teve um filho seu, Joshua. E foi Joshua que, indiretamente, uniu Michael Moretti e Jennifer Parker. Sim, o mesmo Michael Moretti que quase acabou com a carreira de Jennifer Parker. Michael nunca esquecera Jennifer. Algo nela o intrigava. Muito provavelmente a independência, a força de Jennifer. Michael a desejava, a queria por perto. Queria-a como mulher e também como advogada da máfia.
E, por gratidão a um favor feito por Michael Moretti, Jennifer faz alguns trabalhos para Michael, crente de que serão só alguns e logo conseguirá se desvencilhar dele e da máfia. Mas a verdade é que ela se apaixona por Michael, tanto quanto se apaixonou por Adam, mas não, obviamente, da mesma forma. Moretti era um tirano, Adam era um anjo. Mas ambos completavam-na de uma maneira ímpar. Ela não conseguia se livrar de Moretti e descobriu, pouco depois de envolver-se com ele, que nem queria.
Jennifer tem seus momentos de glória e de alegria intensa ao lado do sedutor e perigoso Moretti, mas o seu fim não valeu todos esses momentos.
Não posso dizer que A Ira dos Anjos é tão arrebatador quanto os três outros que li do Sheldon, dos quais falei anteriormente, mas ainda assim é um ótimo livro, com capítulos de tirar o fôlego.
Frustrei-me com alguns trechos e principalmente com o final. Entretanto, não me arrependo de ter lido-o e o indico a todos que apreciam um romance repleto de mistérios, intrigas e reviravoltas desconcertantes.

*

Demorei horas pra pensar numa maneira de escrever essa resenha. Que difícil resenhar livros do Sheldon! E por quê? Porque acontece inúmeras coisas em seus livros e são sempre coisas relevantes, então fica super complicado fazer uma síntese que agrade tanto ao leitor quanto a quem escreveu a resenha. Aliás, é a minha primeira resenha oficial, quero registrar. Digo resenha porque não encontro termo melhor, porque, na verdade, não considero esse post uma resenha. Não sou uma crítica literária e não sei como fazer uma "resenha decente", apenas gostaria de deixar registrado aqui comentários acerca dos livros que leio.
Ah, eu espero que vocês tenham gostado do post de hoje!
Em breve terá mais um post para a coluna Talking about books.
(...)
Em dezembro do ano passado, sorteei A Ira dos Anjos no Gurias Arretadas. Vale a pena ler o post, afinal lá conto um pouco da vida e obra de Sidney Sheldon. Comento lá também sobre a adaptação do livro para o cinema. Agora que li o livro, quero assistir ao filme. Mas algo me diz que vai ser super difícil achar esse filme. Desejem-me sorte!
(...)
Hasta la vista!

15 março 2012

Novidades no Sacudindo Palavras!


Olá, leitores do Sacudindo Palavras! Como vocês estão? Não sei se vocês se lembram, mas no último post de 2011 disse que queria fazer algo diferente por aqui em 2012. Como assim, @ericona? Além de postar as minhas ideias, publicar meus pseudos poemas e contos mal contados, disse que iria fazer posts sobre bandas/músicas que gosto/amo, comentar livros que li, filmes que assisti... Enfim, partilhar com vocês parte das minhas vivências. Não obtive muito êxito nesses dois primeiros meses e metade de março. Mas é sempre tempo de consertar as coisas, não é mesmo? E aqui estou eu, consertando as coisas, com a promessa renovada de que a partir de hoje blogarei pra valer, como anteriormente disse que faria.
Desconfio que vocês saibam que eu sou fissurada por livros (quem me segue no Twitter, está careca de saber... - risos -), mas, se não sabiam, fiquem sabendo agora. Porém, por um motivo que eu não sei bem explicar, nunca me aventurei em resenhar livros por aqui, o que é quase um pecado, já que livros são uma das minhas maiores paixões. Em parte, sei o que me impedia: insegurança. Sim, me sentia insegura para falar de literatura, era como se eu não me sentisse apta o suficiente para a tarefa. Contudo, decidi empurrar a insegurança para longe e resolvi criar uma "coluna" aqui no blog que há muito queria fazer.
É com muita emoção (*enxugando os olhos com lencinhos*) que hoje inauguro a coluna Talking about books. Nome comum e, por essa razão, receio que alguém já o use em seu blog/site, mas, por gentileza, não me acusem de plágio. Fiz até uma rápida pesquisa para ver se descobria algum blog/site com nome parecido, porém não encontrei nenhum.
Maaas, enfim, sem mais delongas, quero dar a grande notícia (que, aliás, é o motivo principal desse post).
O Sacudindo Palavras, nessa sua nova fase, fechou parceria com a Editora Martin Claret. E todos gritam: Ooooba!
A MC confiou em mim para resenhar livros dela e postar todas as suas novidades literárias. Eu agradeço imensamente pelo crédito que estão me dando, MC! Tentarei honrar ao máximo essa chance!

Vocês conhecem a Martin Claret? Caso não, conhecerão agora:


A Editora Martin Claret foi fundada em São Paulo, no início da década de 1970, pelo empresário, editor e jornalista gaúcho Martin Claret, para publicar, em um primeiro momento, as obras do filósofo e educador brasileiro Huberto Rohden, autor mundialmente conhecido de mais de 65 obras sobre filosofia, religião, ciência e educação.

Hoje, a Editora possui aproximadamente 500 títulos em catálogo, de obras-primas da literatura universal, de filosofia, direito, política, sociologia e religião. É uma empresa editorial altamente diferenciada, operando em nichos criados pela própria empresa.

Em 1982, o fundador da Editora lançou na indústria editorial brasileira o livro-clipping (o livro montado, de vários autores), voltado para o crescimento espiritual e humano do leitor. Nesse segmento, possui atualmente 6 coleções, com mais de 150 títulos.

Outra inovação da Editora foi o livro-pocket com alta qualidade gráfica, a preços acessíveis, com a coleção A Obra-Prima de Cada Autor, cuja proposta é de 500 títulos, dos quais a editora já publicou 300 volumes. Grande parte desses títulos são recomendados ou adotados em escolas, faculdades e vestibulares.

Revolucione-se: leia mais para ser mais!

Se vocês quiserem conhecer os objetivos, a filosofia e a missão da Editora Martin Claret, acessem o site da MC clicando aqui.

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Alguns títulos da Martin Claret:

Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Razão e sensibilidade (1811) é a história de duas irmãs — Elinor e Marianne, respectivamente a “racional” e a “sensível” —, as quais, em razão do falecimento do pai, têm de se adaptar a um estilo de vida mais modesto, em meio a uma sociedade inteiramente dirigida pelo status social.

As aventuras de Sherlock Holmes - Sir Arthur Conan Doyle

As aventuras de Sherlock Holmes, obra publicada em 1892, é uma série de doze contos nos quais o genial detetive, acompanhado de seu fiel amigo dr. Watson, deslinda os mais intrincados e, por vezes, assustadores mistérios.

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

O romance é narrado por um defunto, que reconta a própria vida, do fim para o começo, num relato marcado pela franqueza e ironia.

Memórias De Um Sargento De Milícias - Manuel Antônio de Almeida

Publicado entre junho de 1852 e julho de 1853, assinado por “Um Brasileiro”, que tinha a pretensão de narrar a atribulada vida de uma criança nascida no começo do século XIX. A obra tornou-se uma das principais produções literárias do Brasil do século XIX.

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Visitem o site da MC, sigam o twitter, o blog e curtam a fan page da MC no Facebook.

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Então é isso, meu povo! Voltei a blogar, e creio que agora com mais frequência e empenho. Fiquem ligadinhos nos posts, porque muito em breve postarei resenhas e farei sorteios aqui no Sacudindo Palavras.

Hasta la vista!

07 março 2012

Para a minha mais nova estrela

Há doze dias que eu tive a notícia mais terrivelmente desconcertante da minha vida: meu avô tinha falecido. Uma hora eu estava em casa, arrumando a mochila para ir treinar, então recebo a notícia de que o meu avô tinha piorado (ele já estava internado há quase uma semana por causa de uma pneumonia) e tinha ido pra UTI. Já fui nadar preocupada, com o coração pesado, mas com fé na recuperação dele. Porém, não foi isso que aconteceu: quando eu estava voltando pra casa, ainda no ônibus, depois de um treino cansativo mas produtivo, a minha mãe liga pra mim dizendo que o meu avô infelizmente não tinha resistido e tinha morrido. Parece que o meu mundo caiu naquele momento, eu não conseguia ouvir mais nada ao meu redor, não conseguia enxergar mais ninguém. O mundo era só eu e a minha dor, a minha inacreditável dor. Eu não consegui entender a dimensão da coisa imediatamente. Até agora eu não consigo. Não dá pra acreditar e muito menos entender que uma das pessoas que você mais ama de uma hora pra outra morre e você nunca mais vai vê-la na sua vida. Mal cheguei em casa e já arrumei a mala para ir viajar para o interior de AL, que era onde meu avô morava e, consequentemente, iria ser velado e enterrado. Minhas pernas estavam fracas tanto de cansaço por causa do treino quanto pelo baque da notícia. Quase não conseguia me sustentar de pé. O dia 24 de fevereiro de 2012, sem dúvida, foi um dos dias mais difíceis e tristes de toda a minha vida. Foi um golpe muito forte ver o meu avô num caixão, o corpo inerte, e eu sabendo que ele nunca mais abriria os olhos novamente. Nunca mais. Porém, ainda mais chocante, foi no dia seguinte, no enterro. Senti como se um pedaço do meu coração tivesse sido arrancado no momento em que fecharam o caixão e colocaram-no no carro da funerária. Depois, colocado num buraco a sete palmos do chão e sendo coberto por terra. Ali, eu pensei, era o fim. Não contive as lágrimas, perder alguém que se ama é assim: é como se rasgasse um pedaço de você, da sua alma.
Contudo, dias depois, não sei se onde proveio, mas uma paz me invadiu, um sentimento de Está tudo bem agora, Erica. Por mais que a ausência dele te doa, vô Fernando não sofre mais. Todo sofrimento acabou. Não se entristeça, as boas lembranças e a essência do vô Fernando são eternas. Ele não quer te ver assim, sofrendo e chorando. Enxugue as lágrimas e lembre da alegria contagiante dele. Continue a viver, nunca se esquecendo dos ensinamentos e dos conselhos dele. É isso que ele gostaria que você fizesse. E assim eu tenho seguido a vida, lembrando dos momentos alegres que vivi ao lado dele, tentando bloquear os pensamentos de "e se..." (e se tivessem levado-o antes ao médico? Será que ele teria resistido? E se... E se...?), porque não adianta. Não adianta pensar nisso porque não há mais jeito. Ele se foi. Pensamentos assim só me deixarão angustiada e triste, e desconfio que não é isso que o meu vô iria querer.
Estou sendo forte, estou sendo ferro.
Estou tentando entender que, sim, até as pessoas que nós mais amamos morrem. Porém, antes disso, elas nos marcam e nos ensinam coisas valiosíssimas, e para vida toda. E eu aprendi muito com o meu vô. Sempre tive uma admiração imensa pelo caráter dele e sei que ele também tinha um orgulho gigantesco de mim. E, dia após dia, irei atrás das conquistas dos meus sonhos, e todas as minhas vitórias serão dedicadas a todos que creem em mim e me apoiam, mas, especialmente, ao meu vô, meu vozinho, que um dia me disse (não com essas exatas palavras, mas com significado semelhante): "Nunca deixe que lhe humilhem, que digam que você não é capaz. Estude, nade e lute pelos seus sonhos. Você pode conquistar tudo o que você quiser, basta querer e nunca desistir. Você é especial...".
Eita, vô, que saudade!
Mas eu não vou chorar, tá? Você agora é a mais nova estrela do meu céu. A mais bonita. A mais brilhante. Sinto o seu amor e o seu cuidado daqui. Esteja onde estiver, eu nunca me esquecerei de você. Nunca.

Erica Ferro