24 novembro 2013

Ela é uma adorável escritora amadora, mas é uma ranzinza leitora


Untitled

Sim, essa sou eu. O título, claro, foi galhofeiro e um tanto exagerado. O sentido do adorável se encaixa no fato de eu escrever coisas românticas com uma frequência bem grande. 
Eu escrevo sobre amor, amor sofrido, amor meloso, amor doído, amor dramático, amor unilateral ferino, amor, amor e mais amor. No entanto, ler sobre amor, especificamente o meloso, me é um tormento. Não sei por que, mas realmente fico meio que enjoada, como se estivesse num barco sacolejante, quando vejo casais se beijando de maneira muito meiga, trocando carícias infindas, falando coisinhas bobinhas um para o outro, fazendo cócegas ou algum tipo de gracinha que irrita ou desestabiliza o par. Ah, gente do céu, isso realmente me tira do sério! 
Tudo isso por quê? Porque sou uma leitora ranzinza. Não sou assim desde sempre, mas ultimamente tenho estado bem intolerante com cenas de casais apaixonados, seja em filmes, novelas e principalmente em livros. 
É engraçada essa minha relação de fascínio e raiva que tenho com o amor. É engraçada, mas faz sentido. Eu sou fascinada por amores que invento, reinvento, pinto, decoro, crio, mas me enraivo porque não tenho isso na realidade. Quando escrevo, eu amo amar, amo o amor. Quando vivo, perdendo o amor de vista a cada esquina, esbravejo e fico de birra com o amor que insiste em me escapar do alcance da minha mão.
Escrevo sobre amor porque quero amar. Escrevo acerca do amor nas suas várias formas, alegres ou chorosas, porque quero amar. Quero um amor quentinho, com a textura de um edredom macio, cheiroso, fofinho. Quero um amor doce, mas não tão doce. Com gosto de Diamante Negro está ótimo. Dizem que ele é chocolate meio amargo, mas é o meio amargo mais doce que já provei.
Só quero que a recíproca do meu ser amado seja verdadeira. Assim, deixo de birra, faço as pazes com o amor e passo a andar, alegremente, de mãos dadas com amor e com quem amo.

Erica Ferro
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Um abraço da @ericona.
Hasta!

14 novembro 2013

Resenha: Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido - Deb Caletti



Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido
Deb Caletti

Novo Conceito
240 páginas

☺☺☺
É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...


Há certo tempo li uma resenha de um livro da Deb Caletti. A resenha não era muito positiva. A resenhista apontou que o enredo, a estória em si, era mal bolada, que a protagonista era um tanto intragável etc. Como eu sou uma pessoa curiosa e que paga pra ver se uma coisa é mesmo o que dizem que é, eu solicitei Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido. Não é o mesmo livro sobre o qual focava a resenha que citei anteriormente, mas é da mesma escritora.
Confesso que até um pouco mais da metade do livro, eu estava um bocado desgostosa com a trama, principalmente com os acontecimentos nos quais a protagonista, insanamente, se envolvia.
Ruby quis ousar num determinado verão, ser mais destemida, viver nos limites, sentir a vida pulsando nas veias e encontrou a chance na motocicleta de Travis e no próprio Travis. Porém, nota-se que esse desejo de Ruby de ser diferente nada mais era uma maneira de querer ser aceita e menos ridicularizada por todos os seus colegas que só conheciam a Ruby desastrada e estranha (como ela mesmo se denomina no livro). Algo que se deve levar em conta é que Travis apareceu na vida de Ruby num momento em que ela estava fragilizada e querendo ficar longe de casa, por causa da desilusão amorosa na qual sua mãe estava mergulhada.
O casal formado por Ruby e Travis não me convenceu. Nem toda a loucura de Travis explicaria o modo abrupto e sem sentido com o qual ele se ligou a Ruby (e, claro, Ruby a ele). Algumas aventuras doidas dos dois realmente eram alucinantes, mas outras eram sem nexo. A relação dos dois era baseada e praticamente resumida em se aventurar adoidado por aí. Ruby não sabia quem era Travis nem Travis sabia quem era Ruby. Nem superficialmente pode-se dizer que eles se conheciam. O relacionamento deles era louco e apenas louco. Por isso, não me cativou, não me ganhou e eu não consegui gostar nem um pouco deles juntos.
A união de Ruby e Travis é desastrosa. Numa dessas aventuras, a mais ousada de Ruby, ela cai em si e vê que, apesar de sentir vontade de ver Travis e se aventurar com ele pelas estradas loucas da vida, ele é um mau caráter e que ficar perto dele poderia ser muito perigoso, quase mortal.
Os personagens e acontecimentos secundários são fabulosos. Pra lá do meio do livro, a coisa fica realmente boa e o leitor passa a se deliciar com um grupo de leitura das velhinhas (e um velhinho intrometido ~risos~) mais queridas do planeta. Eu realmente gostei das Rainhas das Caçarolas. Foram elas que salvaram o livro. A mãe de Ruby lidera o clube de leitura das velhinhas danadas, mas adoráveis.
Ruby, depois de traçar a meta "preciso me manter longe do Travis" (não sem ajuda, claro, porque os que a amam são quem faz com que ela seja fiel a meta...), passa a ir aos encontros das Rainhas das Caçarolas. É nesse clube que ela aprenderá coisas valiosas não sobre si mesma como também sobre o amor, mas, sobretudo, em relação a vida.
Ruby e integrantes do clube de leitura descobrem que um dos integrantes do clube é o amor da vida do escritor do livro que eles debateram. Estando convictos disso, tornaram o reencontro possível. 
Eu já disse que essa é a parte mais linda do livro? Se eu não disse, consta aqui: é a parte mais linda do livro.
Linda, emocionante e faz pensar. Será mesmo que nós, reles mortais, somos capazes de amar de modo atemporal? Ou nós só somos capazes de amar fugazmente? Eu prefiro acreditar em Lilian e Charles, o casal de velhinhos que se encontram e se separaram muitas vezes quando jovens. E, no final da vida, se reencontraram para selar e certificar que o amor dos dois atravessou décadas e que seria capaz de perdurar por toda a eternidade.
Eu consegui me conectar com todos os personagens, menos Travis, porque, pra mim, ele não fez nenhum sentido, a não ser a de ser um louco totalmente incompreensível. 
Chip Jr, o irmão de Ruby, é espantosamente genial. Não é uma criança genial que fala como adulto, é uma criança genial que fala como criança genial. Um prodígio, eu diria. Ruby e sua mãe aparecem um tanto imaturas até a metade do livro. Gradativamente, elas evoluem, amadurecem e passam a ver a vida como ela é. Aceitam o que não foi e o que não pode ser e seguem em frente. Poe, o cachorrinho de Chip e Ruby, é uma figura. Não sei se já disse aqui, mas não sou muito aficionada por animais de estimação, porém confesso que Poe conseguiu me fazer rir com suas loucurinhas caninas.
A diagramação do livro é simples, mas o início dos capítulos é charmoso. Gostei da capa em tons de verde, vermelho e branco. Ah, e gostei também do detalhe que passa quase batido da capa, que é uma espécie de ramo de flores que se deixa notar quando a capa é colocada contra a luz.
Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido é um livro para ser lido sem pretensão. Não aconselho que o leitor coloque expectativas altas, aliás, que não coloque nenhuma, nele. É mais um livro que tem um desfecho bacana, mas que, por sua parte inicial ser um tanto maluca, não fazer o sentido necessário e não ser muito capaz de prender o leitor, não merece ganhar mais do que três carinhas felizes. O público-alvo, creio eu, seja mais o público teen. Porém, se vocês forem um tanto velhos, tipo eu (23 anos), não se acanhem. Vocês não se sentirão ridículos ao ler esse livro. Pelo contrário, vão fazer uma viagem no tempo, lembrar da adolescência, de quem vocês eram quando eram mais joviais. 

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Book Trailer:

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Opa, opa, opa! Demorei a postar, confesso. Não foi por falta de vontade, mas sim por falta de tempo. Pelo menos desde segunda a minha vida anda um tanto corrida, mas parei um pouquinho hoje pra postar essa resenha aqui.
Espero que tenham gostado, pelo menos da maneira com a qual foi escrita. Quero saber se estou mandando bem nesse negócio de resenhar (risos).
Quero pedir uma coisa a vocês, além de curtirem a fan page do Sacudindo e seguirem o blog no Twitter.
É o seguinte: O Sacudindo Palavras está concorrendo ao prêmio TopBlog 2013 na categoria variedades. Gostaria que clicassem aqui e descobrissem como faz pra votar no Sacudindo Palavras. Conto com o voto de todos os leitores do Sacudindo, hein?!
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Apareço por aqui tão logo for possível.
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Um abraço da @ericona.
Hasta!

05 novembro 2013

TAG: Hábitos de leitura


Sabem tags literárias? Eu as adoro! Adoro ler as respostas alheias e de ver e ouvir (quando são respondidas em vídeo).
A Tailany Costa postou uma tag legal no Despindo Estórias e, mesmo que ela não me indicasse a tag, eu iria postá-la aqui. A tag se chama hábitos de leitura

Hora de vocês conhecerem as sete perguntas da tag e, claro, as minhas respostas!



1. Quando você lê? (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo?)
Não tenho uma hora marcada para minha leitura. Leio quando tenho tempo. E, levando a vida super-badalada que levo, esse tempo livre varia dia a dia. O bom disso é que não tenho frescura em relação ao local que leio. Leio em qualquer lugar. ♫ Na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê... ♫. Não, espera! Na chuva não, né? A não ser, claro, que eu esteja sob um teto que me proteja totalmente dos pingos de chuva. Tem gente que diz que não lê no ônibus porque não consegue se concentrar. E eu entendo. Enquanto tem gente querendo ler, há outro tipo de gente que quer conversar abobrinha, quase aos gritos. Isso desconcentra qualquer um. Porém, para esse tipo de ocasião desconcertante, uso fones de ouvidos. Coloco minhas músicas preferidas para tocar, e leio como se não houvesse que prestar atenção no ponto de parada (risos). Houve vezes em que quase passei do ponto. Por sorte, foi quase. É que quando se está envolvido em um livro bem massa, a gente se esquece de onde está. Ah, eu leio no banheiro também. 

2. Você lê apenas um livro de cada vez?
Depende. Cheguei a ler, muitas vezes, dois simultaneamente, mas sempre sentia que um fica de escanteio, e isso não me agradava. Por isso que agora tenho lido um de cada vez, para conseguir me conectar mais a estória do livro. Só leio dois quando tenho alguma leitura de Biblioteconomia ou do PIBIC para fazer. Do contrário, leio de um em um. Porque de grão em grão a galinha enche o papo. Oi? Por que eu disse isso mesmo? Cooorta, produção!

3. Qual seu lugar favorito para ler?
Acho que a maioria das pessoas que responde essa tag diz que o lugar favorito de leitura é o seu quarto. Bem, já o meu é... o quarto, também. Mas, sério, queria que houvesse um jeito de ler na piscina. Um jeito que não danificasse o livro. Outra coisa que eu queria que fosse possível era ouvir música enquanto nado. Disseram que já existem tocadores de músicas à prova d'água, mas não sei da existência deles aqui no Brasil. Se há, seus preços devem ser exorbitantes. Mas por que estou falando de música, se o assunto é livro? Coooorta mais uma vez, produção!

4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
Oxe! Claro que leio o livro primeiro! É até uma ofensa uma pergunta dessa (hunf!). Explico: ao meu ver, é um pecado você saber que há um filme baseado num livro e escolher ver o filme antes de ler o livro. Primeiro, porque, como uma leitora arretada que sou, acho uma sacanagem não ler o livro primeiro antes de ver o filme. Como alguém pode primeiro ver uma adaptação em vez de ler a obra que deu base para essa adaptação? Como?! Okay, essa resposta está ficando irritantemente dramática e repetitiva. Contudo, uma das coisas mais legais é ler o livro antes de sua adaptação em filme. Sério mesmo. 

5. Qual formato de livro você prefere? (audiolivro, e-book ou livro físico?)
Eu prefiro, obviamente, os livros físicos. Digo obviamente porque sou uma bibliomaníaca. E bibliomaníacos adoram o cheiro de um livro, se deleitam ao tocar as páginas de um livro, abraçam e ninam livros como se fossem crianças. Sim, podem me chamar de doida, porque eu faço justamente isso. Também leio e-books. Afinal, nem sempre se tem dinheiro para comprar os livros que queremos, certo? E é aí que a gente se dana a baixar e-books e mais e-books. E viva a internet! Todos gritam viva!

6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
Hábito exclusivo ao ler? Humm, acho que não. É, não. Não que eu lembre.

7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa?
Se for uma série que eu acompanhe, elas tem que combinar, senão eu mando um e-mail em protesto a editora. Como assim as capas da série que eu acompanho não seguem um mesmo padrão? #chateada Se eu não acompanhar a série, não importa. Os outros que protestem (risos).
Agora, falando sério, fica muito mais bonito quando as capas de uma série seguem um mesmo padrão. É algo tão bonito olhar para uma estante e ver aquela série ali, um livro do lado do outro, com um projeto gráfico similar! Ohn! *-*

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Fim. Acabaram-se as respostas. Queria mais. Adoro ser entrevistada. Se bem que isso não foi uma entrevista. Que mania de estrelismo é esse, Erica Ferro? Tome tento, menina! Aliás, falando em entrevistas, respostas e tudo o mais, tenho uma conta no ask.fm. Não acharia nada ruim se vocês me fizessem perguntas. Sério. Ah! Não indiquei ninguém para tag. Deixo em aberto: quem gostar, responde e depois me manda o link com as respostas pra eu ver, beleza?
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

03 novembro 2013

Não é brincar de casinha



Sabe aquele pensamento que martela a sua cabeça por dias? É o tipo de pensamento que pede pra ser externado, por meio da arte, seja lá qual for. Eu não sei pintar nem desenhar. Não sei cantar. Finjo que sei escrever, por isso escrevo. Brinco de ser escritora. É muito gostoso!
Voltando aos pensamentos martelantes, eu não consigo manter pensamentos desse gênero presos em minha mente. Se eu não os transformo em texto, piro. Geralmente pensamentos assim dão textos polêmicos e contundentes. 
Pensamentos assim, transformados em textos, geram discussões acaloradas. Eu gosto de textos polêmicos e contundentes, apesar de nunca ter escrito nada do tipo. Não que eu lembre. Gosto de discussões acaloradas, desde que haja respeito e que todas as partes envolvidas tenham a capacidade de escutar os discursos acalorados dos outros.
Os pensamentos que martelaram a minha cabecinha por dias e dias foram justamente sobre maternidade e paternidade precoces. Mais especificamente o quanto é deprimente ver os frutos dessa maternidade e paternidade precoces sofrendo por seus pais negligentes e desinteressados pelo bem-estar dos seus filhos.
São crianças fazendo crianças. São adolescentes fazendo crianças. São adultos imaturos fazendo crianças. E essas crianças, coitadas, sofrem pela falta de cuidados ideais, por falta de afeto de verdade, por falta de um amor genuíno. Enquanto essas crianças rolam de um canto para outro, aos cuidados de avós, de tias, de vizinhas, esses pais curtem a vida adoidado, como se não tivessem criaturinhas esperando por eles, esperando que eles amadureçam e as enxerguem como preciosidades e prioridades das vidas deles.
Eu não sei como é ter um bebê. Eu não sei se um dia pretendo ter um. Entretanto, isso não me dá descredita a falar do assunto. 
O conhecimento, ao meu ver, não precisa ser necessariamente empírico. O conhecimento empírico talvez seja mais latente. Contudo, o conhecimento que floresce ao observar diariamente um certo comportamento, uma certa situação, também é totalmente válido. É isso que me credita a falar sobre esse tema e outros nos quais não tenho o conhecimento empírico, mas sim o advindo da observação.
Creio que, quando se torna mãe/pai, os hábitos devem ser mudados. A vida toda deve mudar. Não se é mais sozinho. Há um ser que depende dessa mãe e desse pai. Depende financeiramente, fisicamente, emocionalmente etc. E, infelizmente, o que mais se vê são mães negligentes, pais igualmente negligentes e ausentes. 
Será que essas mães e esses pais não entendem que, quanto mais esses filhos crescem solitários, criados por uns e outros, com a ausência deles rasgando seus corações, seus filhos não saberão o que é felicidade? 
Há casos de mães e pais que precisam trabalhar para sustentar a família e deixam seus filhos aos cuidados de terceiros praticamente o dia inteiro, todos os dias. E eu me pergunto: "Vale a pena ser mãe e pai assim?". 
Eu sei que as pessoas precisam se sustentar, e o sustento provém do trabalho. Porém, quando penso nisso, me vem a imagem de uma criança com um semblante triste e solitário, na casa de terceiros, sob os cuidados de pessoas que nem sempre a trata cuidadosamente e com o mínimo de amor, se perguntando para que serve ter uma mãe e um pai se eles não estão por perto quando mais precisam. 
E aqui eu respondo o porquê de eu não saber se quero ter filhos: não quero ter filhos para que eles cresçam sob o cuidado de outros, não quero que eles esqueçam o significado do que é ter uma mãe, não quero que se sintam desolados, porque não têm o meu ombro e o meu colo para se apoiarem.
Com isso, não quero dizer que pais ideais são aqueles que abdicam da própria vida para cuidar dos filhos durante a vida inteira. Não, não é isso que quero dizer.
Quando falo crianças, quero dizer crianças mesmo, de 0 anos a 8 anos. Acho que no começo da vida dos filhos, os pais precisam estar presentes, bem presentes, para que possam cuidar de seus pequenos em suas fases mais vulneráveis, mais frágeis, nas quais precisam muito do seu carinho, amor e dedicação. Sobretudo, essas crianças precisam criar uma imagem em sua mente de pessoas que realmente as amam e as querem bem.
Ser mãe/pai não é brincar de casinha. Não é brincadeira. Por isso, sempre penso que, se uma pessoa não tem o mínimo de zelo para consigo mesmo e para com sua própria vida, não deve ter um filho. Penso que, se uma pessoa tem outras prioridades na sua vida, não deve ter um filho. Se uma pessoa quer curtir a vida loucamente, não deve ter filhos. Ou, se tiver, saiba que sua vida terá um ritmo diferente e a badalação terá sempre que estar em último plano. 
É pura maldade colocar uma criança no mundo para que ela seja mais uma criança, em meio a tantas outras, com pais na certidão de nascimento, mas sem pais em seu cotidiano. 
Eu só lamento pelas crianças maltratadas por pais irresponsáveis, por pais despreparados e sem o menor intento de se ajustarem. Eu só tenho a lamentar pelas crianças que são jogadas ao mundo como se jogam flores ao relento. Crianças, seres preciosos, crescendo tristes, revoltadas e amargas. 
Sabe por que lamento tanto ver crianças em tais situações? Porque, felizmente, tive pais que foram presentes na minha infância, adolescência e até hoje o são. Deram-me amor e um cuidado que nem em mil anos eu poderia retribuir. Eu os amo por tudo o que fizeram por mim, fazem e sei que farão, caso eu precise.
Colabore para um futuro melhor: só tenha filhos se realmente desejar cuidar deles com amor sem medida e uma dedicação descomunal.

Erica Ferro

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Notinha: Ufa, desabafei!
Comentem, sinceramente, o que pensam sobre o assunto.
Digam se concordam ou discordam de mim e o porquê.
Fiquem à vontade.
Uma novidade bacana: dia 30/10 fiz meu post de apresentação como a mais nova colunista do blog Jornalismo na Alma, administrado pela Paloma Viricio. Confiram o post clicando aqui.
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!