06 fevereiro 2014

Death Note - Novas Estratégias

Saudações!


Fui convidado pela Erica para escrever sobre um dos mangás mais famosos da última década, Death Note. Antes de iniciar, começarei me apresentando: Sou o Pedro S. Ekman, autor da trilogia "Cidade das Trevas" (volume 1, volume 2, volume 3) e também escrevo a coluna "Crítico Nippon" no Elfen Lied Brasil (onde a crítica a seguir foi originalmente publicada).
Já fui convidado para falar desta obra no site Leitor Cabuloso, como convidado de um podcast. Esta crítica contém spoilers do início ao fim, então caso não conheça a obra, sugiro que escute primeiro o podcast. 


Death Note é uma série tão impressionante que em questão de quatro anos, ganhou três filmes, um anime para televisão, duas versões especiais do diretor, lançamento dublado no Brasil e em mangá pela JBC.
Já revi diversas partes do anime, inúmeras vezes, e o mangá li todo ele quatro vezes.
Assim, com o tempo, fui anotando diversas novas estratégias que me vinham em mente e pareciam bastante válidas, então vim compartilhar com os meus leitores.
Sem mais delongas, vamos brincar de L e Kira:





Plano A:

No inicio da história, quando L recém descobriu que o Kira tirava informações da policia, haviam sobrado pouquíssimos membros (Matsuda, Aizawa...).
Com poucos homens restantes, L poderia ocultar alguns criminosos da mídia (como fez com Lind L. Tailor), e distribuir cada criminoso para o notebook de cada um dos membros.
Matsuda levaria pra casa o criminoso A, Mogi levaria o B, Soichiro Yagami levaria o C...
Quando Light matasse o criminoso que o seu pai levou, estaria condenado. Onde está o Kira? Na casa do Yagami.


Plano B:

L discursou na faculdade ao lado de Light. Quantas pessoas não deviam ter levado câmeras para uma cerimônia dessas? Tantos familiares, alunos, funcionários presentes... Várias fotos e vídeos do L deviam ter vazado por aí com toda essa exposição. Observe na imagem abaixo a quantidade de pessoas nas arquibancadas.


Plano C:

Light e Takada trocavam informações através de bilhetes, já que havia uma escuta nele para o pessoal da policia ouvir a conversa. Eis que Aizawa, persuadido por Near, resolve marcar os blocos de notas, e no final do encontro do casal, percebe que os blocos foram modificados. É aí que Mogi finalmente começa a suspeitar que Light possa ser Kira, já que estão se comunicando através de bilhetinhos.
Entretanto, isso nunca teria acontecido se eles trocassem bilhetes através de celulares. Não gastando créditos, simplesmente digitando na tela e mostrando pro outro.
Papel e caneta fazem muito mais barulho, e se colocar o celular no silencioso, não faz nenhum. Além de ser muito mais fácil apagar as evidências.

E mesmo que, de alguma forma, mensagens possam ser interceptadas pelo celular do Light (algo que, até onde eu sei, não podem. Você pode rastrear ligações por dois motivos: elas ficam guardadas na lista de chamadas, e na própria companhia telefônica. Mensagens bastam ser apagadas). Mas supondo que inventaram uma tecnologia estranha que permita ver mensagens apagadas (meu deus) (só pra ficar mais divertido a suposição), e que o celular do Light esteja grampeado com isso...
Conseguem pensar em uma solução para esse problema?
Simples, basta a Takada emprestar um pra ele, do mesmo jeito que a Misa fazia.
Ela é porta-voz do Kira, cheia de seguranças, ninguém pode se aproximar dela, muito menos pra implantar algum tipo de rastreador.

 












Plano D:

No encontro final de Light e Near naquele galpão velho, o segundo deixa claro que não é para nenhum dos lados levarem dispositivos de comunicação, para evitar que possam ser tiradas fotos, gravações, etc.
Contudo, Mikami não fazia parte de nenhum dos lados que iria entrar no galpão. O plano era Mikami observá-los e matá-los observando de fora. Se ele tivesse tirado fotos deles e ido embora, Near nunca teria capturado ele e o caderno como evidencia. Mikami poderia matá-los em casa.
Claro que era uma batalha entre dois seres com o ego do tamanho do... Novo Mundo, então seria realmente inadmissível pro Light não tentar esfregar na cara do Near "Boku no kachi da! (A vitória é minha!)
Mas que seria mais seguro, seria.


Plano E:

No final, o que prova que o Light é o Kira, é o fato do Mikami ter escrito o nome de todos, menos o do Yagami. Seria no mínimo engraçado se Mikami fosse esperto uma vez na vida, e percebesse que agora ele sabia o nome do “deus” (Light Yagami) e poderia usar isso contra ele, antes que Kira o fizesse.
Assim, quando Mikami entrasse no galpão e mostrasse todos os nomes escritos, incluindo o do Light Yagami... Só Mikami ia se dar mau, e o Light, embora puto da cara, sairia ileso.


Plano F:

Near entrou no galpão final de máscara, certo? Quando perguntam por que ele está assim, ele responde que é porque todos ali, exceto ele, em algum momento da história, poderiam ter sido vistos pelo Olho do Shinigami, e ter o seu nome já escrito no caderno.
Por exemplo, a Lidner tinha aparecido na TV como segurança da Takada, Gevanni seguindo o Mikami há dias, etc...
Seria muito simples usar o Olho do Shinigami em ambos os exemplos. Ou seja, Light podia ter feito justamente o que o Near disse: ter escrito o nome de todo mundo que já deu as caras em público, todos iriam morrer na mesma hora, ali no galpão, e só ia sobrar o Near... Depois ele podia resolver até na violência.



Plano G:

Já escrevi no “Plano E” que Light perde porque Mikami escreveu o nome de todo mundo menos o dele. Mas isso realmente ganharia em um tribunal? Duvido muito.
Um dos contra argumentos da Defesa, por exemplo, seria que Near estaria simplesmente encaixando as teorias mirabolantes dele da forma mais conveniente para ele. E isso é algo que já fora dito várias vezes para o L, pelos próprios policiais! Não é incomum advogados apresentarem argumentos assim, principalmente quando não há provas. E neste caso, a prova é simplesmente não ter o nome dele escrito. As causas disso poderiam ser as mais diversas e criativas, e não ele ser o Kira por causa de um “acidente” desses. É, daria para enrolar por muito tempo na Corte.


Erro:

Mikami sabia que estava sendo seguido por Gevanni. Isso é um fato. Tanto é que ele andava por aí com um caderno falso, e quem fazia os julgamentos era a Takada, com algumas folhas soltas. Sendo assim, não faz absolutamente sentido nenhum ir em direção ao caderno original quando a Takada é capturada. Fazer isso é ignorar completamente algo que ele sempre soube que ocorreria (Gevanni seguindo), e que ele escondeu o caderno justamente para que não ocorresse. Aí ele vai lá e mostra para o perseguidor onde está o original? Ãn? Não é simples burrice do personagem, é falta de lógica mesmo.


@PedroSEkman

5 comentários:

  1. Death note é o mangá com a melhor história que conheço.

    O duelo Light x L é sensacional. A única coisa não tão ótima nesse mangá/anime é a Misa Amane

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  2. Assim, eu AMO animes, mas Death note não é meu preferido. O anime/mangá é intrigante e interessante, mas é um shounen, eu não curto muito o gênero. Se vc quiser dicas de animes amis madoros me fala Ericona, tem jinrui wa suitai shimashita que é uma excelente critica á sociedade ou Nodame Cantabile que mostra bem a luta de seus protagonistas para serem os melhores na música clássica!

    Bjs, Mi

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  3. Bem legal!! Gostei bastante ainda mais de saber as curiosidades desse anime. Meu namorado que gosta muito de ver.^^
    Bloody Kisses
    Monólogo de Julieta

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  4. Gosto muito de mangás e adorei a matéria, continue assim!

    http://lendoumsonho.blogspot.com.br/

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  5. achei bem interessante hehe
    seguindo teu blog retribui?
    www.portaldebeleza.com

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