30 setembro 2014

Pensar é perigoso


Não me venha com essas palavras preconceituosas
alegando que apenas a sua opinião, "mas que você
não é uma pessoa que discrimina ninguém".

Não me venha usar os seus pensamentos crus e/ou
as suas ideias mal formuladas, para agir feito um babaca
com uma minoria que sofre todos
os dias para ter o direito de andar nas ruas sem ser ridicularizadas
e/ou hostilizadas.

Babaquice não é argumento.

Argumentos são pautados na reflexão, não em pré-conceitos ou em
repetições de discursos de ódio de pessoas mais odiosas ainda.

Não me venha com discurso de quem defende o bem,
quando, na verdade, as suas palavras só afrontam
e ofendem quem só quer respeito para poder
viver em paz.

As pessoas se preocupam em demasia com a vida alheia.
Esquece que cada um é um.
E que, desde que cada um viva a sua vida de maneira a não
ferir a de outrem, deve ter o seu direito de ser assegurado
de ser quem for e de fazer o que bem entender.

Quem são esses fiscais da vida alheia?
Por que se preocupam tanto com o que não lhes cabem?

O mundo precisa de mais amor e menos julgamentos.
Afinal, quem sou eu para julgar? Quem é você para me julgar?
Quem é ele para nos julgar?
Quem somos nós?

Sabe o que deve ser combatida, até ser eliminada?
A discriminação.
Ela é o mal de todos os tempos.

Sabe quem deve ser eliminada urgentemente?
A intolerância.

Todos podemos ter nossos pensamentos e agir
do modo que quisermos, desde que não
ofendamos nem machuquemos ninguém.
É simples.

Como pode alguém não entender isso?
Como pode tantos continuarem se comportando como verdadeiros trogloditas,
vomitando seus ódios, de maneira imprudente, incitando a violência
e o pré-conceito?

Não siga algo sem criticar.
Não acredite em algo sem averiguar.
Duvide do que lê, ouve e vê.
Duvidar não te levará ao inferno.
Inferno é continuar vivendo num mundo sem amor
e sem respeito ao próximo.

Esse é o verdadeiro inferno do qual podemos nos livrar.
Primeiro, claro, é preciso que nós cantemos um cântico contra toda
a intolerância e discriminação.
É preciso que nós não tenhamos medo de peitar o que
dizem ser certo.
O certo e o errado podem (e devem) ser analisados,
criticados e (re)definidos.

Pensar é perigoso.
Não para mim.
Não para você.
Não para nós.
Para eles, "os donos do poder",
que querem nos levar no cabresto,
como se fôssemos acéfalos.

Pense!
Repense!
Não aceite!
Não se renda!
Lute!
Vença!

Erica Ferro

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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

13 setembro 2014

Resenha: Esconda-se — Lisa Gardner


Esconda-se
Lisa Gardner
Novo Conceito
400 páginas
☺ ☺ ☺ ☺ ☺
Sinopse: Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns!

       
O Grupo Editorial Novo Conceito, parceiro do blog, me enviou um exemplar de Esconda-se, da escritora Lisa Gardner, para que eu pudesse ler e postar a minha opinião acerca dele. Quem me conhece, sabe do meu fascínio por livros policiais. Diante disso, é meio que óbvio que eu ficaria muito tentada a ler esse livro por causa dessa sinopse de tirar o fôlego, certo? E é, de fato, um livro de tirar o fôlego.
Esconda-se é narrado em primeira pessoa, quando se tem a oportunidade de ver o desenrolar da estória pelos olhos de Annabelle Granger, e em terceira, quando o narrador onisciente discorre sobre os três personagens principais do livro, que são Annabelle, a sargento D. D. Warren e o detetive Bobby.
Esconder-se, proteger-se, desconfiar de tudo e de todos se transformaram nas palavras de ordem que deveriam reger a vida de Annabelle Granger a partir dos sete anos de idade. Sem explicações, o pai de Annabelle resolveu fugir com a família da cidade em que moravam. Annabelle corria perigo. Muito perigo. Por anos a fio, passaram a fugir alucinadamente. Annabelle passou a sua infância e adolescência frustrada por não poder ter uma vida normal, na qual pudesse conhecer pessoas sem desconfiar delas. Em vez de simplesmente ser uma garota normal, fazendo coisas típicas da sua idade, era orientada pelo pai a fazer artes marciais como um meio para se defender, caso fosse necessário. Ela não fazia ideia do quê o seu pai temia. Ele nunca contou nada sobre seus medos ou sobre seus fantasmas. A mãe de Annabelle sofria muito com todas essas mudanças, com o pânico com o qual sempre conviviam.
Quando chegou a idade adulta, já sem os pais, Annabelle retornou a Boston, a cidade que tanto atormentava o seu pai. Ela duvidava que, depois de tanto tempo, ainda houvesse motivos para continuar fugindo. No entanto, mais por uma questão de costume, usava um nome falso: Tanya Nelson. Nome falso, aliás, era uma questão complexa para Annabelle, depois de todas as trocas de nomes que teve durante toda a sua juventude. Ela tinha que se esforçar para lembrar-se do que achava ser o seu verdadeiro nome.
O primeiro passo para tentar descobrir a sua verdadeira história, para, finalmente, saber do que seu pai fugia e o que tanto temia foi dado quando ela viu no jornal a notícia de que foi encontrada, no Hospital Psiquiátrico de Boston, uma cova coletiva que guardava os corpos de seis meninas, e informava que uma delas se chamava Annabelle Granger. Annabelle procurou a sargento Warren e o detetive Bobby para que, juntos, conseguissem unir as peças do quebra-cabeça que era a sua história.
Lisa Gardner fez um ótimo trabalho nesse livro. É o primeiro livro que leio da autora e fiquei totalmente encantada pelo jeito habilidoso com o qual criou a trama, personagens, cenários, enredo e deu conta de amarrar todos esses elementos, produzindo uma estória crível, embaladas por cenas de ação dignas, suspense de boa qualidade e até de umas pitadas de romance. Os personagens não são perfeitos. Não há vilão nem mocinho. Outro ponto positivo da escritora, a meu ver. As pessoas são pessoas, se é que me entendem, no livro de Lisa. Pessoas que erram, mas conseguem, de algum modo, contornar as situações complexas do passado e seguir em frente. Lisa Gardner conquistou mais uma leitora.
Eu adorei a capa desse livro! A diagramação é simples, mas é bacana. A fonte é de um tamanho agradável, o que facilita a leitura. Não encontrei erros gritantes de digitação, gramaticais ou de concordância. As edições da Editora Novo Conceito são bem trabalhadas. Estão de parabéns, mais uma vez.
Para quem indico o livro? Para os amantes da boa literatura policial e, óbvio, para quem gosta de uma boa estória, seja ela ambientada em qual gênero for. Lisa Gardner ganha o leitor por sua engenhosidade e criatividade com as palavras. Lerei, certamente, outros livros dela. E quando o fizer, postarei meus comentários aqui no blog.

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Demorei para postar a resenha, mas aí está!
Espero que tenham gostado! É um baita livro!
(...)
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(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!