29 janeiro 2016

Sacudindo Palavras na revista eletrônica obvious!

E aí, povo! Tudo bem com todos vocês?
Quero convidá-los a fazer uma visita ao meu espaço na revista eletrônica obvious.

Sobre a obvious:

"A obvious é uma porta para desvendar novos territórios criativos. Aqui se cruzam as artes, o design, a arquitetura, o cinema, a música e as ciências, abrindo pistas às mentes curiosas e revelando novas tendências.
Uma das maiores referências no Brasil e Portugal, com uma audiência de milhões de leitores."
(Descrição extraída da fan page da revista) 

Por que escrevo na obvious:

Poder sacudir palavras num espaço no qual há uma imensidão de escritores que escrevem artigos criativos e interessantes é uma oportunidade única de aprendizado e deleite, ao passo que escrever é um prazer e ler os artigos alheios, uma chance de ampliar os pensamentos e conhecimentos.

Alcance da obvious:

A obvious é formada por vários escritores que tem liberdade para escrever e, ao mesmo tempo, têm seus artigos avaliados pelos editores da revista. Quando eles chamam a atenção dos editores, as publicações são escolhidas para comporem a homepage da revista e, posteriormente, são divulgadas nas redes sociais da mesma. No Facebook, a obvious tem 1.053.279; no Twitter, 24,4 mil; e no Instagram, 24 mil.

Meus artigos na obvious:

Publiquei três artigos na obvious até o momento. Os três foram destacados na homepage e divulgados nas redes sociais. Imaginem a minha surpresa ao receber e-mail da revista me avisando que o artigo que eu recém havia postado tinha sido escolhido pelos editores ou votado pelos outros escritores da magazine para ser um dos destaques. Uma sensação pra lá de boa! Não escrevo para ter muitos leitores. Escrevo para que bons leitores possam conhecer as minhas ideias e, quem sabe, se identificar com elas, bem como trocar ideias e acrescentar reflexões pertinentes ao que eu escrevi.
Abaixo, irei deixar o link e o resumo de cada artigo para que vocês possam lê-los. Caso gostem, espalhem-os por aí. 


Nesse artigo, discorro sobre o meu primeiro contato com o escritor moçambicano Mia Couto através do livro O fio das missangas, uma coletânea de 29 contos. Seleciono alguns contos que mais me tocaram e, enlevada, falo da poesia e do lirismo contidos em cada palavra de Mia e o impacto que esses elementos causou em mim.


"Para Sempre Alice" é um filme que nos encaminha a reflexões extremamente válidas sobre a existência. Ao vermos o drama de Alice nos chocamos e nos emocionamos porque a realidade em que ela vive, de um contínuo esquecimento de si e dos outros, é palpável. Poderia ser você ou eu na pele de Alice. Isso é assustador. A vida é um emaranhado mistério. O que temos é o agora. Aproveitemos o presente, pois o depois não pertence a nós.


Permita-se sentir tristeza, dor, desalento. Deixe-se mergulhar na imensidão dos sentimentos. Toda dor é uma oportunidade de evolução e autoconhecimento. Entregar-se às emoções é sentir-se (mais) humano. A ciranda da vida não para e nós devemos nos manter em movimento, nessa girar de emoções, que nos leva além do que nós mesmos pensávamos que poderíamos chegar. A vida é um jardim - e lindo! -, basta que saibamos cuidar dele. Que o nosso jardim seja bem florido e com o mínimo de ervas daninhas possível! 

Erica Ferro

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26 janeiro 2016

Música: Amo covers!

E aí, povo! Tudo certinho?
Quem me lê há mais tempo sabe da paixão que eu tenho pela música, embora não cante nada nem toque instrumento musical algum.
Eu sou uma admiradora da boa música e mergulho nesse universo de sons em busca de agradáveis descobertas.
Recentemente descobri duas estrelas do YouTube, por assim dizer, e gostei bastante de seus respectivos canais. Falo da alemã Nicole Cross e de Leroy Sanchez, espanhol que mora nos Estados Unidos desde 2011 a fim de concretizar o seu sonho de ser um grande nome da música. Descobri-os totalmente por acaso, vasculhando o YouTube, e adorei as suas vozes singulares e tocantes. São vozes afinadas e ótimas de se ouvir. São jovens talentosos com um promissor futuro.

Quando conheci os canais da Nicole e do Leroy, não senti o desejo de saber muito mais sobre eles naquele momento. Estava muito entretida os ouvindo e me bastava saber que Nicole era da Alemanha, tinha 22 anos e amava cantar. Com a exceção da minha desconfiança acerca da sua origem espanhola, por conta do seu sobrenome, pouco sabia sobre Leroy, pois a sua bio no YouTube não me dizia quase nada. Tudo bem, estava ocupada vendo vídeo após vídeo, muito encantada com o jeito doce de cantar desse rapaz. 

Óbvio que poderia fazer um post apenas com os vídeos, sem mais nenhuma informação adicional. Entretanto, achei mais bacana investigar sobre eles e, assim, publicar algo não só sobre as músicas deles mas também acerca de suas vidas e carreiras. E, olhem só, descobri bastante coisa!


Nicole Cross


Nicole, jovem cantora alemã, tem 22 anos e é natural de Nuremberg. Antes de ser famosa no YouTube, trabalhou como enfermeira. Atualmente, Nicole tem 653.504 inscritos em seu canal, no qual posta seus covers, geralmente de músicas que estão em alta no momento. No dia 23 de dezembro de 2015, ela postou um cover da canção Hello, da cantora Adele, e foi um sucesso, ainda mais quando o ator hollywoodiano Ashton Kutcher compartilhou o seu vídeo. Posterior ao compartilhamento de Kutcher, Nicole passou a ser contactada por gravadoras e a moça está analisando as opções com cuidado, mas, de pronto, anuncia que muita coisa boa acontecerá em 2016 em sua carreira. 


Leroy Sanchez


De acordo com a bio no site oficial de Leroy, esse belo moço é natural de Vitoria, Espanha, e desde a mais tenra infância demonstrou ter uma voz poderosa e encantadora, capaz de cativar a muitos. É um músico autodidata, o que fez com que minha admiração por ele crescesse um pouco mais. Músicos e cantores autodidatas me fazem pensar que há pessoas que nasceram com o dom inteiramente desenvolvido e trabalhado de (en)cantar. Há os que possuem talento, mas precisam se esforçarem mais, é como o dom tivesse que passar por um processo de lapidação diário, árduo e contínuo. Não é demérito, afinal, precisamos trabalhar nossas habilidades a fim de ter um rendimento cada vez melhor - e isso se aplica a tudo na vida. Contudo, é impressionante quando observamos algumas pessoas que aparentemente já nasceram prontas para brilhar e ganhar o mundo. São pessoas que nasceram com "a bunda virada pra lua"? Não sei, nunca saberei. Apenas sei que isso é uma dávida e que não pode jamais ser desperdiçado. Aos 15 anos, postou o seu primeiro vídeo no YouTube e, desde então, tem sido sucesso de visualizações em todo o mundo. Em 2011, segundo informações encontradas na Wikipédia, o produtor Jim Jonsin, que já produziu grandes músicas de cantores como Beyoncé, Usher e Lil Wayne, viu alguns vídeos desse talentoso espanhol e se interessou pela música dele. Após alguns acordos e reuniões por intermédio de seu produtor, Leroy assinou um contrato com a gravadora Rebel Rock, fundada em 2006 pelo próprio Jim, e em breve lançará o seu primeiro álbum de estúdio. Hoje, o canal de Leroy conta com 1.520.215 inscritos. 

Agora, vamos conhecer as vozes desses dois jovens. Escolhi três músicas que ambos fizeram covers e lançaram em seus canais, então será bem bacana ouvir a versão de cada um de "Love Me Like You Do", de Ellie Goulding, "Thinking Out Loud", de Ed Sheeran, e "Hello", de Adele, exatamente nessa ordem.

Nicole cantando Ellie Goulding:



Leroy cantando Ellie Goulding:



Nicole cantando Ed Sheeran:



Leroy cantando Ed Sheeran:



Nicole cantando Adele:



Leroy cantando Adele:



___*___

Por hoje, é só. Espero que tenham gostado da postagem de hoje.
Postem nos comentários as suas opiniões e, se tiverem indicações de alguns cantores e/ou bandas que fazem covers, não deixem de me apresentar.

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24 janeiro 2016

24/01: Dia Mundial de Consciência Sobre a Síndrome de Moebius


No dia 18 de julho de 2015, fiz uma postagem muito importante aqui no blog - e muito emocionada também. Falei abertamente, como nunca havia falado antes, sobre a síndrome que tenho. A maioria já sabia que eu tinha algum tipo de deficiência, nunca escondi que não tenho a mão esquerda, o pé direito e paralisia facial. Entretanto, nunca havia contado o que ocasionou essa minha má formação congênita. Então, no fatídico 18 de julho, consegui superar todos os meus receios e postar sobre um assunto extremamente sério, mas, ao mesmo tempo, essencial, que deve ser divulgado, para que essa condição tão rara um dia seja devidamente conhecida nos quatro cantos do Brasil e do mundo, a fim de minimizar a desinformação que tanto causa tolos preconceitos e cruéis discriminações.

Dia 24 de janeiro é um dia especial tanto para os portadores da Síndrome de Moebius quanto para os seus familiares e amigos, pois é um dia em que pessoas do mundo todo se voltam para reflexões concernentes a síndrome, bem como comemoram as suas conquistas e relatam as suas histórias de vida. 

Eu poderia dizer que ter uma síndrome que afeta diretamente a face, mais precisamente o sexto e sétimo nervos cranianos responsáveis pela mímica facial e pelo movimento lateral dos olhos, não é um campo de violetas. Ainda mais se levarmos em conta a exaltação de corpos e rostos perfeitos que a sociedade impiedosamente prega e, em vão, tanto busca.

Eu também poderia dizer que aprendi, ao longo dos meus 25 anos, a me desvencilhar dos pensamentos de inferioridade em relação aos seres humanos ditos normais. Não sou FORA DO NORMAL por ter uma raríssima síndrome. Sou FORA DO NORMAL por ter me transformado no que sou eu hoje, apesar de todos os empecilhos que surgiram em meu caminho. Sou FORA DO NORMAL porque soube lidar com as palavras ofensivas e olhares de pena e/ou repulsa dirigidos a mim. Sou FORA DO NORMAL porque me recuso a entregar os pontos, mesmo quando sinto que não me encaixo nesse mundo caótico e extremamente discriminador. Sou FORA DO NORMAL porque ainda acredito na capacidade das pessoas de surpreenderem positivamente umas às outras. Há uns seres desumanos que se assemelham a maçãs podres, e tudo o que eles mais querem é minar a alegria dos outros. São esses seres que desestabilizam tantas pessoas tidas como diferentes e fora de um padrão inalcançável que alguma criatura sem noção criou. Desconsideremos-as. Foquemos nossos olhares nas doces e boas maçãs.

Eu poderia dizer mais: que devemos buscar uma força imensa que há dentro de nós. Força essa que é inesgotável. Essa força nos mostrará a verdade que tantos membros dessa louca sociedade ignoram: o que mais importa em um ser humano não pode ser visto, apenas sentido. O que realmente é importante “é invisível aos olhos”, já dizia Antoine de Saint-Exupéry. Falo de essência, do que carregamos na alma e no coração.
Mas nesse dia arroxeado – cor que se escolheu para representar a nossa síndrome - só quero dizer uma coisa: ignoremos toda a negatividade, nos agarremos ao que nos faz bem e nos torna seres melhores e jamais deixemos de ser felizes. A vida vale a pena, sempre. A existência é da cor que nós damos a ela. E eu quero que a minha continue sendo um lindo arco-íris.

Meu nome é Erica Ferro, tenho 25 anos e sou alagoana. Sou estudante de Biblioteconomia e nadadora paralímpica. Mas, sobretudo, sou uma sonhadora – e não sou a única #‎beijosjohnlennon.
Faço questão de desconhecer limites. Não tenho asas, mas teimo em voar. Sacudir esse mundo é algo que me atrai, me distrai e me impulsiona a querer sempre mais.
“Para o alto e avante!”, como diz minha amada amiga Isabella Robinson.

Agradeço aos meus familiares e amigos queridos, que sempre me brindam com lindas palavras e adoráveis elogios e incentivos. A vida é mais colorida e bonita com vocês! Estamos juntos e misturados, sempre! Meu sorriso está no rosto de cada um de vocês. E isso não tem preço! Muito obrigada por tudo!

Sigamos todos, pois, com força, graça e fé!

Erica Ferro

22 janeiro 2016

Filme: Anita

Título: Anita
Ano de produção: 2009
Direção: Marcos Carnevale
Duração: 104 minutos
Gênero: Drama
País: Argentina
Sinopse: Anita é uma jovem mulher com síndrome de Down que mora com sua mãe, Dora, que, além de mãe, é uma cuidadora extremamente zelosa. Na manhã de 18 de julho de 1994, Dora sai de casa para ir a Associação Mutual Israelita Argentina - AMIA resolver umas coisas, e deixa Anita em casa, lhe avisando que volta logo. No entanto, há um ataque a bomba na AMIA, e os tremores chegam a residência de Anita, destruindo parte da casa e dos móveis. Sozinha e sem entender o que está se passando, Anita sai às ruas. Nessa perambulação na procura por sua mãe, aprende a cuidar de si mesma, à sua maneira, e encontra algumas pessoas gentis e outras nem tanto assim, sempre as tocando de forma singular.

O ano é o de 1994 e a estória é a de Anita, uma jovem mulher com síndrome de Down que mora com a sua mãe, Dora, em Buenos Aires. Dora é extremamente cuidadosa para com Anita. Trata-a como uma boneca de porcelana, lhe faz Maria-chiquinha e lida com a filha como se esta fosse uma criança de, no máximo, cinco anos. Dora se esqueceu de que não possuía a dádiva da imortalidade e não criou uma Anita com o mínimo de autonomia, capaz de saber de si e dos outros.


Na manhã do dia 18 de julho de 1994, Dora informa a Anita que irá a Associação Mutual Israelita Argentina - AMIA para resolver umas questões, mas logo volta para casa. Poucos minutos depois que Dora saiu de casa, houve um trágico acontecimento: um atentado a bomba a AMIA, que matou 85 pessoas e deixou 300 feridas. O atentado se trata de um caso real e Marcos Carnevale, diretor dessa belíssima película argentina, teve tato para retratá-lo com fidedignidade e respeito às vítimas e seus familiares. O caos do atentado, todas aquelas pessoas perambulando pelas ruas, sofrendo por estarem feridas e/ou por seus parentes estarem desaparecidos ou mortos é o pano de fundo da odisseia de Anita.


A destruição causada pelas bombas chegou até a residência de Anita, destruindo uma parte da casa e dos móveis. Assustada, Anita saiu às ruas, desnorteada, procurando por sua mãe. Extremamente doce e pura, Anita não sabe o endereço de onde mora, o nome de sua mãe ou o número de telefone da sua casa ou de algum parente. Ela não foi criada para lidar com o mundo e as pessoas.


Nessa série de desventuras, Anita se depara com Felix, um fotógrafo com tendência ao alcoolismo, que tem como esporte reclamar da vida e se sentir o homem mais miserável do mundo. Ele permite que Anita fique em sua casa por dois dias e cuida dela da melhor maneira que consegue. No entanto, às vezes, nós, humanos, deixamos falar mais alto aquela máxima egoísta "O que eu tenho a ver com isso?" e lavamos nossas mãos.


Nossa Anita continua em sua caminhada, constatando o quanto as pessoas podem ser adoráveis, bem como podem ser desumanas. Eis que conhece Nori e seu irmão, que, se num primeiro momento não sabem lidar com Anita, logo descobrem o quanto ela é uma pessoa especial, doce e inteligente. Anita, de fato, é uma criatura encantadora e de uma capacidade muito maior do que sua mãe julgava que ela tinha. São eles que ajudam Anita a voltar para os seus familiares.


O atentado a AMIA foi uma dura lição sobre o valor da família para Ariel, irmão de Anita, que estava sempre ocupado demais para sua mãe e sua irmã. Somos muito procrastinadores no nosso dia a dia, ignoramos pedidos simples de quem amamos e que nos ama também, porque estamos muito atarefados para lidar com isso no momento. Erro terrível, pois deixamos passar oportunidades ímpares e desperdiçamos momentos que jamais hão de voltar. Deveríamos dar mais atenção àquele dito "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje...".


A grande estrela do filme é Anita, que, com a sua doçura e olhar simples frente a vida, encanta a todos que passam por seu caminho. Acredito que um das grandes lições que o filme quer apresentar é justamente a irracionalidade do terrorismo. Terrorismo trata-se de atos bárbaros que destroem famílias e ceifam vidas. Não há nada que justifique atos assim. Nada. 
Outra mensagem fundamental que acredito que o filme busca passar é um alerta aos pais que protegem ao extremo os seus filhos com alguma síndrome e/ou deficiência, lidando com eles como se fossem bebês, como se os deficientes fossem incapazes de viver no mundo e de ter o mínimo de autonomia possível. Somos todos capazes de quebrar barreiras e de ir além do que acham que podemos ir. Com estimulação e uma excelente orientação, todas as pessoas podem ser capazes de feitos extraordinários, tendo uma deficiência ou não. 
E, por último, mas jamais menos importante, o filme é sobre gentileza, amor e simplicidade. A vida fica tão melhor quando adicionamos gentileza, amor e simplicidade aos nossos atos. Tudo bem que gentileza nem sempre gera gentileza, porque sempre existirão pessoas ranzinzas no mundo. No entanto, não é por isso que deixaremos de ser gentis. O amor deve ser sempre o Leitmotiv da nossa vida. Para o nosso cotidiano ser mais florido e a nossa vida ter cores vivas e bonitas, a nossa existência deve ser pautada na gentileza, no amor e na simplicidade. Assim, fica bem mais fácil viver!

O filme tem o ritmo certo para nos encantar, emocionar e nos fazer refletir sobre questões muito importantes acerca da vida e do viver. Para quem indico esse filme? Todos, sem exceção. É um filme com doses certas de agruras, doçura, amor e aprendizados.

Erica Ferro

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19 janeiro 2016

Resenha: A garota do penhasco - Lucinda Riley

A garota do penhasco
Lucinda Riley
Novo Conceito
528 páginas
☺☺☺☺
Sinopse: A Garota do Penhasco é um romance que enreda o leitor através de vários fios: a história de Grania Ryan e sua querida Aurora Devonshire, a garota do penhasco, nos fala sobre mudança de vida. A história das famílias Ryan e Lisle é um lindo conto sobre um século de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras. O caso de amor entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força vertiginosa que culmina em imensa tristeza. Mas, sobretudo, A Garota do Penhasco é um livro que mostra como é possível encontrar uma finalidade, um propósito, quando todas as esperanças parecem perdidas. “De ritmo tenso e original, este é um romance envolvente sobre recuperação, resgate, novas oportunidades e amor perdido.” -- Booklist

A garota do penhasco foi o meu primeiro contato com a escrita de Lucinda Riley, e posso dizer que foi uma feliz experiência. De acordo com informações do Skoob, a escritora é natural da Irlanda, mas mudou-se para Londres ainda jovem, e lá tornou-se atriz, trabalhando em teatro, cinema e televisão. Depois de adquirir uma bagagem considerável concernente ao ramo da dramaturgia, Lucinda, aos 24 anos, lançou o seu primeiro romance. Atualmente, a autora tem fãs pelo mundo inteiro. Inclusive, de acordo com uma matéria postada pela Saraiva Conteúdo, em 2013, Lucinda diz ter sido aqui, no Brasil, mais especificamente na 22ª Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, que viveu um dos momentos mais ímpares da sua vida. Quando chegou ao estande da Editora Novo Conceito, Lucinda Riley era esperada por aproximadamente duas mil pessoas, que, quando a viram, a aplaudiram com fervor, à espera de um autógrafo.

Por essa singela apresentação, dá para ter uma noção de que Lucinda manda muito bem enquanto escritora e, em decorrência de seu talento, conquistou muitos fãs, certo? Sou apaixonada por livros de época e foi ótimo conhecer uma escritora contemporânea que sabe costurar tão bem passado e presente quanto essa adorável irlandesa. Em A garota do penhasco, Lucinda consegue ligar pessoas de duas famílias, os Ryan e os Lisle, em diferentes épocas. É incrível como, de algum modo, as histórias dessa gente se cruzam e quase sempre o resultado desses encontros não é nada agradável ou bom de se recordar.

Grania Ryan, escultora renomada, depois de anos morando em Nova York, volta a sua cidade de origem após vivenciar uma experiência dolorosa, e isso muda a vida dela para sempre. Sem nem perceber, ela se envolve com a família Lisle de uma forma singular. A garotinha do penhasco, Aurora Devonshire, uma menininha de oito anos com uma energia aparentemente interminável e uma maturidade de um ancião, rouba o coração de Grania e é a grande responsável por transformar o futuro dessa mulher, que até então se encontrava desencantada da vida, sem ânimos e sem perspectivas.

Com o decorrer da trama, com Aurora como narradora da estória, sabemos de todos os problemas e sofrimentos que os Lisle fizeram com que os Ryan passassem. O encontro dessas duas famílias quase sempre resultou em ódio, tristeza e muita dor. Kathleen, mãe de Grania, temendo que a ligação da filha Grania com os Lisle também resultasse em algo trágico, passou a contar todos os acontecimentos lamentáveis do passado envolvendo as duas famílias, com o intuito de convencer a filha a se afastar da menina Aurora e de seu pai, Alexander Devonshire. Aos poucos, Grania descobria um pouco mais sobre seus antepassados e por quantos perrengues eles tiveram de passar por conta dos Lisle, mas, o carinho maternal que nutria por Aurora e o encanto pela pessoa de Alexander, não permitiu que ela se desligasse dos Lisle.

Mary Ryan, bisavó de Grania, uma das personagens que mais me comoveram na estória que Lucinda construiu com esmero, foi uma das que mais sofreram por conta da escolha de se ligar ao Lisle. Após tornar-se adulta e transformar-se numa bailarina famosa, Anna, a quem Mary adotou com tanto amor, não soube ser grata a tanto afeto que essa primeira a dedicou. Lily Lisle, filha de Anna, mãe de Aurora e esposa de Alexander, vivenciou momentos terríveis em sua adolescência, que provavelmente deixaram sua alma perturbada. O irmão de Kathleen, mãe de Grania, esteve envolvido nesses momentos terríveis e, infelizmente, por conta da covardia de uns, mais de Anna do que propriamente de Lily, teve a sua vida arruinada. O ressentimento por parte dos Ryan para com os Lisle foi inevitável - e compreensível. Gerações prejudicadas e vidas destruídas pelos Lisle desregulados e passionais.

Aurora, talvez um ser angelical disfarçado de criança, e seu pai Alexander, um homem encantador, surgem na vida dos Ryan aparentemente com a missão de curar as feridas do passado. Grania, Kathleen e família ganharam a oportunidade de relembrar por todas as coisas que seus familiares passaram e, assim, puderam repensar os seus ódios e remorsos. Há pessoas que são mais anjos do que seres humanos. Materializam-se em nossas vidas para nos ensinar algo, para nos tirar da zona de conforto e, desse modo, nos impulsionar para sermos criaturas melhores, pautadas na positividade e na leveza.

A garota do penhasco é um livro sobre duas famílias que se amaram e se odiaram, que guardaram rancores e ódios, que alimentaram ressentimentos, mas, que, ao fim, a geração mais recente pôde alcançar o amor e o perdão, elementos que são capazes de neutralizar grande parte da negatividade que teima em existir dentro de cada um de nós.

Gosta de livros com uma boa dose de História, drama, romance e doçura? Então, acredito que esse pode ser uma agradável leitura.

Erica Ferro


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13 janeiro 2016

Quer saber? Dane-se!

Créditos

Não, não estou revoltada. Esse não é um post revolts, mesmo que o título e a imagem queiram me desmentir. Quer saber? Dane-se! é o que eu tenho dito sempre que percebo que a solução de um problema não depende de mim. Uma das preciosas lições que aprendi com a Síndrome do Pânico é ser mais desencanada. Acredito que uma das coisas que me levou a desenvolver ansiedade generalizada foi o fato de eu remoer praticamente tudo. Era uma espécie de amostra grátis do inferno. Se algo de ruim acontecia, pensava no acontecido dias a fio, mastigava o episódio e revivia as emoções ruins que aquilo me fez sentir. Se eu percebia que algum amigo se mostrava um tanto distante, começava a cogitar mil e uma possibilidades que o fizeram se distanciar de mim, ainda que eu soubesse, no íntimo, que eu não havia feito nada de ruim ou que justificasse a mudança de comportamento dele. Raramente encostava o amigo na parede e perguntava qual era o problema. Preferia remoer e sofrer por algo que eu nem sabia o que era. Sim, coisa de gente meio desregulada da cabeça. 

Mas eis então que eu evoluí. Glória! Aleluia! Sim, evoluí. Creio que, a cada dia, consigo evoluir um pouco mais. Com evolução, quero dizer que desde o começo de 2014 consegui adicionar a praticidade ao meu viver. Tenho um problema pessoal? Tento resolver da melhor forma possível, com a dosagem certa de calma e determinação. Há um problema que envolve outra pessoa? Busco fazer a minha parte, sacudo a outra pessoa pra que ela faça a parte dela. Ela não quer? Okay, não insisto mais, porque cada um sabe de si, das suas escolhas e deve ter o seu tempo de reagir ao que acontece em sua vida.

Na realidade, eu percebi, com anos de um comportamento autodestrutivo, que sofrer por antecipação é a maior burrada e que não adianta padecer por algo que não me cabe resolver. Descobri, à duras penas, que a vida deve ser tranquila, pra o meu bem-estar e a minha boa sanidade. Entendi que o que realmente importa é ter a minha consciência tranquila em relação aos meus atos e a minha vida de um modo geral. Não posso viver pelos outros. Não posso resolver a vida dos outros. Não posso solucionar os problemas alheios, mesmo aqueles em que estou envolvida indiretamente. A vida pele calma e coragem. Com calma, nos mantemos sãos e conscientes; e a coragem, essa, nos leva longe!

Pra não ficar apenas nas minhas palavras, ouça Paciência, de Lenine:


Erica Ferro



10 janeiro 2016

O medo

Créditos da imagem aqui

Por vezes falta-nos coragem pra chutar o balde, 
o pau da barraca e a cara
de todo e qualquer babaca
que quiser nos tolher
a liberdade de ser
quem queremos ser.

Por vezes falta-nos sangue nos olhos pra tocar o terror,
de ignorar as regras, as métricas e o que dizem
ser certo, pra, assim, sermos
quem podemos ser.

Por vezes falta-nos ousadia pra bater
de frente contra quem quer nos
ditar a melhor maneira de
viver ou ser.

Por vezes sobra-nos covardia,
e é assim que nos entregamos ao status
de quem passa todo o tempo usando máscaras,
escondendo o rosto,
o gosto e se alimentando
de desgostos.

No fim, o que nos restará
é uma história de amargura, 
de quem tinha tudo para ser feliz,
pleno e verdadeiro consigo mesmo,
mas que não conseguiu driblar o medo.

E o medo, amigo, tem dois lados:
convida pra sair da zona de conforto
ou pra mergulhar em uma profunda
improdutividade e uma desgastante
infelicidade.

Na maioria das vezes, meu caro amigo,
prefiro ser do time de quem peita o sistema,
de quem joga a merda no ventilador
e não tem pudor em ser quem se é.

Mas o medo é um garoto traquino,
esperando um tropeço nosso,
aguardando, ansiosamente, um recuar,
um titubear.

Afinal, o medo está sempre pronto
pra nos tragar.

Erica Ferro

* * *
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02 janeiro 2016

Sobre o dia 1 de janeiro

Eita que a minha virada 2015/2016 foi supimpa, viu! Foi tudo de linda e louca: intensa, divertida, cheia de risadas e de momentos hilários. A festa foi boa e durou até metade do dia 1. Aguentei, firme e forte, até umas 07:00. Depois capotei em algum lugar da casa e me rebocaram até a cama. Sim, o negócio foi tri insano!


Sacaram essa galera na imagem alegremente colorida acima? Pronto, na noite do dia 31, o povo que se reuniu aqui em casa estava mais ou menos nessa vibração aí. Inclusive eu, claro.


Tirei um vale night da minha vida de atleta e caí na folia. Eu estava, mesmo, me sentindo fabulosa, incrivelmente incrível, diva das divas. Na verdade, estava me sentindo feliz pra cacilda, porque, como disse na minha retrospectiva, o ano de 2015 continuou numa constante de acontecimentos felizes, memoráveis e repletos de aprendizados. Eu tinha e tenho muitos motivos pra comemorar e me alegrar. E foi isso que me fez curtiu cada segundo dessa virada de modo animado. Foi do caramba, mesmo! Passei ao lado de alguns familiares e amigos, e o clima foi leve, de contentamento e de positividade.


A galera aqui foi imbatível no assunto álcool. Acho que tomamos todo o álcool do universo, bebemos, antecipadamente, por todos os dias de 2016. E álcool é um negócio muito legal na hora em que estamos nos jogando nele sem reservas, certo? Mas, caramba, a pós-embriaguez é uma parada sofrida, vamos combinar.


Não sei que horas dormi, mas acredito que deve ter sido por volta das 08:00. "Acordei" por volta das 11:40, com a cabeça girando mais do que uma beyblade e uma cefaleia desgramada. Levantei, cambaleando, e achei um analgésico. Tomei e capotei de novo, até umas 16:40. Despertei sem tontura e sem dor de cabeça, então me forcei a ficar de pé, procurei algo pra comer, já que não havia comido nada o dia inteiro, e foi aí que fui melhorando e vivendo o que me sobrava do primeiro dia de 2016.


Tenho uma teoria: dia 1 de janeiro é uma espécie de Michel Temer como vice-presidente: decorativo. É um dia que está no calendário só pra dizer que está, porque seria estranho que se colocasse a verdade. Qual a verdade? Que janeiro começa no dia 2. Ninguém vive no dia 1 de janeiro. As pessoas sobrevivem aos loucos momentos do dia 31. Enquanto a festa rola, ainda que já se esteja na primeira madrugada de 2016, é como se ainda estivéssemos presos ao dia 31, curtindo loucamente o ano que se foi. 

Well, well, well, meus queridos leitores, espero que todos os dias de 2016 sejam intensos, amalucados, alegres, divertidos y otras cositas más pra todos nós! Só não nos esqueçamos que não temos fígado de aço e nos mantenhamos sóbrios, porque soltar os cachorros é bom, mas curtir a vida sobriamente é melhor ainda! Que possamos desfrutar do que nos faz melhores e fortes, felizes e mais sonhadores, aguerridos e batalhadores. Vivamos, pois, sem reservas e/ou medo de ser feliz.

Erica Ferro

* * *
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